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Entregadores de aplicativo realizam protesto e pedem melhores condições de trabalho, em Belém

Manifestantes pedem pagamento mínimo por entrega realizada. Associação que representa aplicativos divulgou nota dizendo que está aberta ao diálogo.

 

Entregadores de aplicativos fizeram um protesto na manhã desta quarta-feira (1º), em Belém, pedindo melhorias nas condições de trabalho e nas remunerações. Usando motos e bicicletas, eles saíram da avenida Visconde de Souza Franco em direção ao Palácio dos Despachos, sede do governo do Pará. A manifestação terminou por volta das 13h30.

Segundo a Federação dos Mototaxistas e Motoboys do Estado do Pará (Fenamoto), o grupo aderiu à pauta nacional de reivindicações dos entregadores. Entre as reivindicações estão as condições de segurança para a atuação na ruas e também de prazos e valores dos pagamentos.

"Eles (os aplicativos) querem pagar entre R$ 2 ou R$ 3 por entrega. Nós queremos que esse valor seja pelo menos R$ 5. Não temos nada contra o Governo, ou contra o Detran, é contra os aplicativos. A gente baixa o aplicativo e vai trabalhar. O problema é que eles baixaram o valor das corridas. Agora nós estamos quase que pagando pra trabalhar, já que temos que arcar com os custos das motos e bicicletas", disse o presidente da Fenamoto, Alessandro Félix.

Em Belém, a manifestação foi marcada por um cortejo de entregadores e buzinaço em várias ruas da cidade. A Polícia Militar chegou realizar orientações junto aos motociclistas, para que a aglomeração não fosse mantida. De acordo com um decreto estadual, aglomerações com mais de 10 pessoas estão proibidas no estado como forma de enfrentamento à pandemia de Covid-19.

Por conta disso, as motos se dirigiram em grupos reduzidos para o Palácio dos Despachos. Foram formadas três frentes de movimentação pelas ruas de Belém. As concentrações foram feitas nos bairros do Castanheira, Pedreira e Umarizal.

Manifestação nacional

Em várias cidades do Brasil, entregadores de aplicativo realizaram manifestações por melhores condições de trabalho.

Os manifestantes não têm uma representação sindical. No entanto, em comum, incluíram na pauta de reivindicações os seguintes itens:

  • aumento do valor recebido por quilômetro rodado;
  • aumento do valor mínimo de cada entrega, que é independente da distância percorrida e do tempo gasto pelo entregador; esse valor é fixado por cada empresa;
  • fim do que os entregadores consideram bloqueios indevidos, quando eles são bloqueados dos aplicativos sem saber o motivo;
  • auxílio pandemia (equipamentos de proteção individual - EPIs - e licença).

Em nota à imprensa, as empresas que integram a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que atuam no setor de delivery, informam que desde o início da pandemia foram tomadas diversas medidas de apoio, como distribuição gratuita ou reembolso pela compra de materiais de higiene e limpeza (máscara, álcool em gel e desinfetante) e a criação de fundos para pagar auxílio financeiro a parceiros diagnosticados com Covid-19 ou em grupos de risco.

Segundo a Amobitec, os entregadores cadastrados nas plataformas estão cobertos por seguro contra acidentes pessoais durante as entregas. A associação também informou estar aberta ao diálogo e que a mobilização desta quarta "não acarretará em punições ou bloqueios de qualquer natureza".

 

 

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