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Câmara dos EUA aprova transformar Washington D.C. em estado

Iniciativa para transformar o Distrito de Columbia no 51º estado, porém, deve ser barrada no Senado. Caso projeto passe, local receberá o nome Washington Douglass Commonwealth.

 

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (26) um projeto de lei para que a capital Washington, Distrito de Columbia, se torne o 51º estado norte-americano, mas a iniciativa provavelmente será barrada no Senado.

Uma pequena comemoração foi ouvida quando a medida foi aprovada por 232 votos a 180; todos os votos a favor foram de democratas e quase todos os votos contrários, de republicanos.

"Durante mais de dois séculos, os moradores de Washington D.C. tiveram negado o pleno direito a participar plenamente da nossa democracia", apesar de pagarem impostos, servirem o Exército e terem negócios, disse a presidente da Câmara de Representantes e líder dos democratas no Congresso, Nancy Pelosi.

Mais de 705 mil americanos moram em Washington D.C., um reduto democrata com uma população maior à de dois estados, Wyoming e Vermont, e comparável à de outros dois, Dakota do Norte e Alasca.

Os legisladores democratas consideram o projeto de lei intitulado HR51 uma forma de remediar a privação de voz e voto de seus moradores no Congresso, perpetuada desde que Washington D.C. foi criada como capital permanente da nação em 1790.

Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020) — Foto: Kevin Lamarque / Reuters

Mas também buscam resolver um problema de direitos civis de longa data. Quarenta e cinco por cento dos moradores de Washington são negros, uma proporção mais alta do que em qualquer estado do país. Mas isto não se reflete no Senado, onde cada estado tem dois assentos.

A Câmara baixa não votava sobre o tema desde 1993. E nunca um projeto de lei do tipo tinha sido aprovado pela Câmara ou pelo Senado.

"O Congresso tem duas opções: pode continuar exercendo uma autoridade autocrática antidemocrática" ou "cumprir a promessa e os ideais desta nação e aprovar o HR51", disse Eleanor Holmes Norton, delegada sem direito a voto na Câmara baixa por Washington D.C.

A proposta democrata prevê um pequeno distrito federal que abrangeria edifícios governamentais, o Congresso, monumentos, a Esplanada Nacional e a Casa Branca.

Os republicanos que se opõem à HR51 dizem que é contra a intenção dos constituintes, que buscavam criar um distrito federal não influenciado por nenhum estado.

"Washington D.C. foi criada como sede do governo, não como parte da federação de estados", disse o legislador republicano, Jody Hice.

Os funcionários de Washington sempre se ressentiram do papel do Congresso nos assuntos da capital, já que a Constituição dá ao Congresso o direito de exercer o controle sobre a cidade "em todos os casos".

Distrito de Columbia

WASHINGTON D.C. - A avenida Pennsylvania é vista quase vazia na manhã de 1 de abril de 2019, em Washington D.C. — Foto: Drew Angerer/Getty Images North America/Getty Images via AFP

Os estados de Maryland e Virgínia cederam terras na década de 1780 para a criação de uma capital federal às margens do rio Potomac.

Mas diferentemente de outros cidadãos americanos, os moradores de Washington DC nunca tiveram representantes com direito a voto no Congresso, o que levou a estampar o lema "Impostos sem representação" nas placas de seus veículos.

Em um exemplo de intervenção indesejada, o presidente Donald Trump enviou este mês forças federais para dispersar manifestantes contra o racismo perto da Casa Branca sem coordená-lo com a prefeita de Washington DC, Muriel Bowser.

Se for aprovada a HR51, o novo estado reteria o D.C. — mas agora para se chamar Washington Douglass Commonwealth, inspirado nos nomes do primeiro presidente da nação, George Washington, e do preminente abolicionista negro Frederick Douglass.

 

 

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