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UE adia decisão sobre liberação de fronteiras, mas Brasil deve ficar fora da lista

Lista dos países com ingresso liberado inclui 18 nações, e os países da UE devem comunicar a Bruxelas até a noite deste sábado se concordam com ela. Decisão final é esperada para segunda-feira.

 

Os países da União Europeia não chegaram a uma definição na sexta-feira (26) de uma lista final de países cujos moradores poderiam viajar para o bloco a partir de julho. No entanto, viajantes estrangeiros vindos do Brasil, dos Estados Unidos e da Rússia deverão ficar de fora do relaxamento das restrições de viagem, segundo diplomatas informaram às agências de notícias Reuters e AFP.

Embaixadores dos 27 membros da UE se reuniram na sexta-feira para estabelecer critérios de acesso ao bloco. A UE quer liberar o ingresso no bloco de cidadãos de outros países a partir de 1º de julho, desde que a situação da pandemia nos países não esteja pior do que na UE.

As restrições de viagens à UE estão em vigor desde meados de março e valem para todo o bloco, exceto a Irlanda, e para Noruega, Islândia, Suíça e Lichtenstein.

Uma decisão ainda não foi tomada, pois os embaixadores ainda estão em contato com os seus respectivos governos.

Mas viajantes estrangeiros vindos do Brasil, dos Estados Unidos e da Rússia deverão ficar de fora do relaxamento por causa da pandemia do novo coronavírus, disseram diplomatas europeus que acompanham as tratativas na sexta-feira. Esses três países não constam de uma lista preliminar de países de fora do bloco com ingresso livre a partir de 1º de julho, encaminhada aos embaixadores que os países-membros mantêm na UE.

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Critérios

Um critério para o ingresso livre é que o número de novos casos por 100 mil habitantes em duas semanas seja inferior a 16, que é o número médio de novas infecções nos países da UE no período de duas semanas que se encerrou em 15 de junho.

Além disso, são consideradas a tendência de novas infecções, que deve ser de queda ou no mínimo estável, e a maneira como o país lidou com a pandemia.

Isso significa, na prática, que pessoas vindas da Nova Zelândia ou da Coreia do Sul provavelmente poderão entrar na UE a partir de 1º de julho.

Já quem vem dos Estados Unidos, do Brasil, da Arábia Saudita ou da Rússia só poderá fazê-lo em caso de comprovada necessidade. O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, a autoridade de saúde da UE, atribui ao Brasil uma taxa atual de novas infecções por 100 mil habitantes no período de duas semanas superior a 120.

Decisão deve sair na segunda-feira

Segundo a agência de notícias AFP, a lista dos países com ingresso liberado inclui 18 nações, e os países da UE devem comunicar a Bruxelas até a noite deste sábado se concordam com ela. Uma decisão final é esperada para segunda-feira. A lista deverá ser atualizada a cada duas semanas em resposta à situação nos países estrangeiros.

Há duas semanas, a Comissão Europeia recomendou aos governos uma abertura gradual e conjunta das fronteiras a partir de 1º de julho. Cada governo pode decidir ele mesmo quem entra ou não no seu país, independentemente da lista da UE, mas a União Europeia busca uma ação consensual por causa da livre circulação dentro do bloco.

Países com forte setor turístico, como Portugal e Grécia, são a favor de um relaxamento mais amplo, enquanto nações como a Dinamarca defendem regras rígidas.

Os passageiros dos EUA podem viajar se cumprirem determinadas condições, como passar nas verificações de temperatura.

A Comissão Europeia havia aconselhado que o bloco primeiro levantasse os controles nas fronteiras internas e depois se abrisse aos estrangeiros. No entanto, esse primeiro passo não foi consolidado.

Outro ponto de discussão é a confiabilidade dos números divulgados pelos países. Muitos governos duvidam que a situação real na China, por exemplo, esteja de fato refletida nos dados que o país comunica.

A Grécia está exigindo testes Covid-19 para chegadas de vários países da UE, incluindo França, Itália, Holanda e Espanha, com autoisolamento até que os resultados sejam conhecidos.

A República Tcheca disse que não permitirá a entrada de turistas de Portugal, Suécia e parte da Polônia.

Há um amplo consenso de que o bloco deve se abrir apenas àqueles com uma situação epidemiológica semelhante ou melhor, mas há questões sobre como avaliar o tratamento da epidemia por um país e a confiabilidade dos dados.

Vários países, como Tanzânia, Turquemenistão e Laos, não registraram casos nas últimas duas semanas, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças.

Com base nos dados do centro, vários países estão claramente em situação pior do que a União Européia.

Eles incluem os Estados Unidos, México, Brasil e grande parte da América Latina, além de Rússia, África do Sul e Arábia Saudita.

Apesar da pressão das companhias aéreas e sindicatos dos EUA, a Casa Branca não se comprometeu a exigir medidas de segurança para viagens aéreas na sequência da pandemia.

As discussões entre companhias aéreas e funcionários do governo, incluindo o vice-presidente Mike Pence na sexta-feira, sobre verificações de temperatura, terminaram sem acordo.

Em comunicado, o escritório de Pence disse que as partes também discutiram "o melhor caminho a seguir para permitir que os americanos viajem internacionalmente com segurança novamente".

A Comissão sugeriu a admissão dos países dos Balcãs Ocidentais - Albânia, Bósnia e Herzegovina, Kosovo, Montenegro, Macedônia do Norte e Sérvia.

No entanto, de acordo com os dados do centro europeu de controle de doenças, o número de casos na Bósnia e no norte da Macedônia poderia ser muito alto.

 

 

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