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Suspeito de tentativa de homicídio a servidores do Ibama em Placas é transferido para Santarém

Foragido da Justiça, Cristiano de Sousa Paiva, vulgo Metralha, foi preso pela PM durante barreira sanitária. Ele é acusado de liderar grupo que cometeu crime em julho de 2019.

 

O suspeito de liderar um grupo durante tentativa de homicídio contra servidores do Ibama e Exército em Placas, no oeste do Pará, em julho de 2019, foi transferido para o presídio de Santarém. Cristiano de Sousa Paiva, vulgo Metralha, foi preso no sábado (20).

De acordo com a Polícia Civil, Metralha foi parado em uma barreira sanitária de combate ao coronavírus, em Placas, e conduzido à delegacia onde foi constatado que havia mandados de prisão em aberto por diversos crimes, como atentado contra a vida e também ambientais.

O delegado titular de Placas, Domingos Djalma, solicitou a transferência na terça-feira (23), quando uma operação integrada foi iniciada com apoio do delegado de Rurópolis Ariosnaldo Vital Filho, e dos investigadores Alexandre Ripper e Guilherme Saraiva, além dos policiais militares da 17ª CIPM.

Metralha foi transferido durante operação integrada das Polícias Civil e Militar de Placas e Rurópolis — Foto: Divulgação

A transferência foi concluída nesta quarta-feira (24). Cristiano de Sousa Paiva passou por exame de corpo de delito e já está na Centro Agrícola Silvio Hall de Moura, na comunidade Cucurunã.

Outro líder

Outra pessoa é apontada como líder do atentado aos servidores do Ibama e Exército. Wesley Pádua de Oliveira, conhecido como Ceguinho, se apresentou assim que teve a prisão preventiva decretada. Ele ficou preso por alguns dias e foi liberado pela Justiça Federal sob liberdade provisória após pagamento de fiança.

Denunciados à Justiça

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal seis acusados, entre eles Metralha e Ceguinho, por uma série de crimes cometidos em tentativas de impedir fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Placas, no oeste do Pará, em 15 de julho do ano passado.

Na ocasião, madeireiros ilegais e seus cúmplices tentaram atear fogo em dois servidores e em um veículo da autarquia, tentaram bloquear um caminhão do Exército e ameaçaram incendiá-lo, e queimaram pontes, deixando a cidade isolada.

Operação Flamma em Placas, no Pará — Foto: Reprodução

Os acusados Cristiano de Sousa Paiva e Wesley Pádua de Oliveira foram denunciados por dupla tentativa de homicídio qualificado, com emprego de fogo, mediante emboscada e para assegurar a ocultação de outro crime.

Eles também foram acusados por associação criminosa e por dificultar fiscalização ambiental. No total, esses crimes podem acarretar até 36 anos de prisão. Wesley foi denunciado, ainda, por posse ilegal de arma, crime punível com até 3 anos de prisão.

  • Em Placas, acusados por dupla tentativa de homicídio de servidores do Ibama são denunciados à Justiça pelo MPF
  • Operação Flamma prende suspeito de desmatar e invadir terras da União em Placas
  • Madeireiro suspeito de liderar atentado contra fiscais do Ibama em Placas pode pegar até 30 anos de prisão

Foram denunciados por associação criminosa e por dificultar a fiscalização ambiental, ainda, Dhavid Rafael Oliveira Vieira, Mezaque Conceição de Jesus, Gedelson Viana, e Edileuza Pereira de Oliveira foi denunciada por associação criminosa. As denúncias foram oferecidas no dia 2 de junho.

O atentado

Segundo as investigações, apesar de a serraria Nova Aliança, de Wesley Pádua de Oliveira, estar sob vários embargos do Ibama e de ter sido lacrada, no dia da fiscalização foi detectado que os lacres tinham sido rompidos e que a empresa estava funcionando normalmente.

Na madeireira houve um início de tensão e os fiscais foram acuados por um grupo que se encontrava na empresa. Os dois servidores decidiram buscar apoio do Exército. Ao sair da empresa, a viatura do Ibama foi perseguida pelo grupo, que na ação utilizou motocicletas e um caminhão carregado com madeira.

Dirigido por Cristiano de Sousa Paiva, o caminhão emboscou o veículo do Ibama, fechando o caminho e impedindo a passagem. Em seguida, Metralha desceu da boleia, pegou galões de combustível, pneus velhos na carroceria do caminhão e derramou o líquido no veículo da autarquia ambiental, que só não foi incendiado porque os fiscais conseguiram manobrá-lo rapidamente e fugir.

Mais violência

Mesmo após o Ibama já ter conseguido apoio do Exército, o grupo da madeireira não se intimidou. Segundo depoimentos aos investigadores, por três vezes, Metralha jogou o caminhão carregado de madeira em direção ao caminhão do Exército em trânsito, na tentativa de fazer com que o veículo militar saísse da rodovia.

Enquanto os servidores do Ibama estavam depondo na delegacia de polícia de Placas, o grupo da serraria voltou a ameaçar ateando fogo no veículo do Ibama e, desta vez, também no caminhão do Exército. Uma das pessoas envolvidas nos crimes chegou ao local com uma caminhonete com vários galões de combustível.

Foi preciso que os militares engatilhassem suas armas para evitar que o grupo se aproximasse do caminhão do Exército.

 

 

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