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'''Obras de arte que estão no meu apto são fruto de 35 anos de trabalho''', diz Beltrame

Segunda fase da operação que investiga irregulares na compra de respiradores no Pará teve como alvo residência do secretário de saúde, em Porto Alegre.

 

O secretário de saúde do Pará, Alberto Beltrame, declarou nesta terça-feira (23) que todo o patrimônio dele é compatível com a renda e fruto de longos anos de trabalho. O secretário, que também é presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), foi alvo de mandados de buscas em operação da Polícia Federal que investiga irregularidades nas compras de respiradores pelo governo do Pará.

As buscas se concentraram em endereços de Alberto Beltrame, em Porto Alegre. Em um triplex de Beltrame na capital gaúcha, a Polícia Federal encontrou uma série de obras de arte.

Além da capital gaúcha, há mandados também para a cidade de Xangrilá. Os mandados, sete ao todo, foram autorizados pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação foi batizada de Matinta Pereira.

"Esclareço que as obras de arte que estão no meu apto em Porto Alegre são fruto de 35 anos de trabalho.Todas elas foram adquiridas antes de minha gestão como Secretário de Saúde no Pará. Algumas obras são cópias e as que têm valor foram declaradas no meu imposto de renda. Foram pagas com transferências bancárias e tenho suas notas fiscais.Todo o meu patrimônio é absolutamente compatível com a renda que auferi com meu trabalho ao longo deste tempo. Por fim, informo que os valores pagos pelos respiradores no estado do Pará foram integralmente devolvidos aos cofres do estado", afirmou Alberto Beltrame.

A ação desta terça é um desdobramento da operação Bellum, que no dia 10 de junho cumpriu 23 mandados de busca e apreensão para levantar provas sobre as suspeitas de fraude na compra de equipamento de combate à pandemia do novo coronavírus.

Beltrame já havia sido alvo da Bellum, no início do mês, assim como o governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB).

Polícia encontrou pinturas espalhadas em diversos cômodos do triplex de Beltrame em Porto Alegre — Foto: Reprodução/Polícia Federal

Operação Bellum

Indícios levantados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) apontam que o governador tem relação próxima com o empresário responsável pela concretização do negócio de compras de respiradores.

As investigações apontam, ainda, que Helder Barbalho sabia que os ventiladores pulmonares que foram comprados eram inadequados para o tratamento da covid-19. O pagamento foi feito de forma adiantada.

Na época da deflagração da Bellum, Helder Barbalho disse que, quando ficou sabendo da inadequação dos equipamentos, agiu a tempo e fez a empresa devolver o dinheiro investido pelo Governo do Pará aos cofres do estado.

Ainda segundo as investigações, Beltrame tentou maquiar a ilegalidade da compra dos respiradores.

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