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Brasileiro no México vivencia terremoto pela segunda vez: '''Interminável'''

Abalo de 7,4 graus foi sentido a 800 km de distância; administrador de empresas já havia passado por outro tremor de alta magnitude na Califórnia.

 

A apenas quatro meses no México, o carioca Raphael Barretto Martins, estava em casa e participava de uma vídeo-conferência quando recebeu um alerta de terremoto em seu celular. Nesta terça-feira (23), um forte tremor de 7,4 graus na escala Richter atingiu a costa sul do país.

Essa não foi a primeira vez que o brasileiro encarou um tremor de grande magnitude: em 1992 ele visitava os tios em Los Angeles, EUA, quando um terremoto de 7,3 graus atingiu uma das maiores cidades da Califórnia.

Martins mora na Cidade do México, a cerca de 800 km do epicentro desta terça, em Oaxaca. O administrador de empresas contou ao G1 que sentiu este terremoto "diferente" do de Los Angeles.

"No de 92, eu sentia os tremores indo de cima para baixo e de um lado para o outro. Foi pior. Esse de hoje foi um abalo mais lateral", disse Martins que, após os alertas sonoros e mensagens de aplicativos, buscou refúgio no hall de elevadores, espaço com segurança reforçada do edifício.

"Foram minutos intermináveis", disse Martins. O terremoto aconteceu por volta das 10:30 da manhã (12:30 em Brasília) e ele contou que quando parou de tremer, apenas agarrou sua mochila e desceu rapidamente por nove andares. "Devo ter batido um recorde mundial", brincou.

O carioca Raphael Barretto Martins mora na Cidade do México há quatro meses — Foto: Raphael Barretto Martins/Arquivo Pessoal

Ele contou que quando se mudou para o prédio, no moderno bairro de Santa Fé, recebeu instruções para casos como esse. Segundo contou, sempre deixa ao lado da porta uma mochila com uma troca de roupas, dinheiro e documentos para caso de evacuações.

"Quando cheguei la embaixo, vi vários vizinhos", disse o administrador. "Todos descemos e ficamos olhando para cima, para o prédio, se tinha alguma rachadura ou se alguém não tinha conseguido sair."

Martins estava em casa por conta das medidas de distanciamento social impostas no país para conter o avanço da Covid-19. O México tem mais de 22,5 mil mortos pela pandemia e ao menos 185 mil contágios.

Preparado para terremoto

O brasileiro contou que todos os moradores do prédio recebem um treinamento anual para situações como esta. Além disso, por morar em uma região mais moderna da capital mexicana, os edifícios são mais preparados para abalos sísmicos.

"O bom é que o prédio é super recente ele foi construído com uma técnica que se sente mais o tremor, mas as chances do prédio cair são mínimas", disse o administrador. Ele contou que depois que o prédio foi evacuado, eles ainda têm que esperar uma vistoria completa para poder voltar.

O abalo de Oaxaca foi sentido no centro da capital, a Cidade do México, que está a centenas de quilômetros de distância do epicentro. O tremor chegou a fazer soar os alertas de autoridades para a possibilidade de tsunami na costa do Pacífico.

Tremor atinge o México em 23 de junho — Foto: G1

O governador de Oaxaca, Alejandro Murat, confirmou ao menos uma morte no estado que abriga o epicentro do terremoto. Sismólogos apontam que o centro do tremor está a 26,3 km de profundidade e a 12 km da cidade de Santa María Zapotitlán.

A fita de segurança isola área atingida por pedaços de alvenaria que se desprenderam de edifício durante o terremoto em Oaxaca, México, nesta terça-feira (23) — Foto: Luis Alberto Cruz Hernandez/AP

Inicialmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos tinha informado uma magnitude de 7,7 que foi revisada. Ainda assim, terremotos deste tipo provocam estragos e, segundo eles, a proximidade deste tremor com a superfície amplifica seus efeitos.

Centenas de pessoas que estavam em prédios e casas correram para as ruas na Cidade do México. Alberto Ibanez, um fotógrafo em Oaxaca, disse à Reuters que o terremoto deixou uma rachadura em seu apartamento e derrubou livros e vasos de sua casa.

Moradores da Cidade do México saem às ruas após forte terremoto — Foto: Tomas Bravo/Reuters

Médicos e pacientes precisam sair de hospital por causa de terremoto no México, em 23 de junho de 2020 — Foto: Carlos Jasso/Reuters

Alerta de tsunami

As autoridades americanas emitiram um alerta de tsunami para as costas do sul do México, Guatemala, El Salvador e Honduras, após um forte terremoto em território mexicano, mas depois disse que o perigo havia passado.

Este alerta emitido pelo Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico cobria um raio de 1 mil km ao redor do epicentro do terremoto, no estado mexicano de Oaxaca.

A empresa SkyAlert, que tem rede própria de sensores, afirmou mais cedo sobre a possibilidade de tsunami, e recomendou que as pessoas não ficassem próximas à costa nas regiões de Oaxaca – onde há praias frequentadas por turistas – e Chiapas.

 

 

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