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A hora dos games pornô: plataforma cresce na quarentena e chega a 56 milhões de usuários

Estamos nessa interseção perfeita entre as indústrias de jogos e de conteúdo adulto , disse ao G1 Jorge Rosales, executivo da Nutaku, que conseguiu aumento de 40% do público desde janeiro.

 

Se as indústrias de games e de conteúdo adulto têm crescido desde o começo da pandemia do novo coronavírus, já que as pessoas estão de quarentena em suas casas, faz sentido que uma plataforma de jogos pornográficos siga a tendência.

A Nutaku, um dos maiores serviços de games pornô do mundo, conseguiu um aumento de 40% em seus usuários cadastrados desde janeiro. Em maio, já eram mais de 56 milhões de pessoas.

"Estamos nessa interseção perfeita entre as indústrias de jogos e de conteúdo adulto, e ambos estão crescendo", diz em entrevista ao G1 o executivo de desenvolvimento de negócios da empresa, Jorge Rosales.

"Especialmente nos últimos 3 meses, provavelmente por causa dessa situação pandêmica ao redor do mundo. Temos atingido recordes em relação aos nossos usuários ativos mensais e diários."

De quarentena desde março em sua casa em Montreal, ele participa por chamada de vídeo nesta quinta-feira (25) do Big Digital 2020, versão virtual do festival brasileiro de jogos independentes.

O evento começa nesta quarta-feira (24) com palestras online, modificado por causa da pandemia.

O Brasil é parte importante da estratégia da Nutaku. Afinal, é um dos dez países com o maior número de usuários na plataforma, em uma lista liderada pelos Estados Unidos.

'Fap CEO' é um dos games grátis mais jogados do Nutaku — Foto: Reprodução

Jogos primeiro

Apesar de pertencer à MindGeek, dona de sites pornográficos como Pornhub e de estúdios de conteúdo adulto como Brazzers, antes de mais nada a Nutaku é uma plataforma de games, segundo Rosales.

"Sempre começa com um bom jogo. Se o seu game não for bom, não vamos nunca considerá-lo para publicação", diz o executivo.

Ele faz parte da equipe que recruta estúdios com games "normais" para o desenvolvimento de versões com nudez e sexo explícito.

Com cerca de 400 games gratuitos e pagos, que podem ser jogados no navegador ou em celulares, a plataforma tem parceria de publicação e distribuição com mais de 300 estúdios de todo o mundo.

"As pessoas acham que nossos jogos são diferentes. Mais focados no conteúdo que na experiência de game. Isso não é verdade. Estamos procurando pelos mesmos jogos, com a mesma qualidade, que você encontraria em no mercado convencional. Essa é a chave do nosso sucesso."

'SF Girls' é um jogo de defesa da Nutaku — Foto: Reprodução

Sexo com regras

No catálogo, há desde jogos de RPG ou ação a games de plataforma mais casuais e até realidade virtual. A ideia é que todo tipo de usuário pode ser contemplado.

A maioria tem temática claramente direcionada ao público hétero masculino, mas sessões com conteúdo para gays, lésbicas e transgêneros tentar aumentar a representatividade.

Todos, no entanto, devem seguir as regras de responsabilidade da plataforma. Ou seja, não podem apresentar personagens menores de idade ou qualquer tipo de abuso.

"Temos uma equipe inteira para revisar todos os jogos que distribuímos. Então eles se certificam de que tudo esteja de acordo com nossas regras", afirma Rosales.

"Se não aprovamos, falamos com o desenvolvedor. Ou eles removem as coisas, ou podem procurar outra publicadora."

A sessão de jogos para o público gay da Nutaku tem games como 'Men Bang' — Foto: Reprodução

Entrada no mundo

O executivo conta que a maioria dos estúdios que recruta nunca trabalhou na área. Por isso, a Nutaku ajuda no desenvolvimento dos aspectos nos quais são especialistas. As ideias partem dos desenvolvedores, mas a plataforma indica o melhor caminho a seguir, além de artistas para tornar o plano realidade.

"Eles têm medo de trabalhar com isso porque não têm experiência com o lado adulto da indústria. Tanto em relação à arte, quanto em relação ao sistema de jogo" diz ele.

Quando o receio se vai, no entanto, os parceiros veem os aspectos positivos e não querem voltar ao mercado convencional.

"É engraçado, porque às vezes eles começaram com medo do projeto, mas quando lançam o game, e percebem quão lucrativo pode ser esse lado da indústria, pensam 'por que continuar fazendo games mainstream?'", brinca Rosales.

"No fim, é um desenvolvimento engraçado. É diferente. Você riria bastante. É bem diferente de outras partes da indústria. Eles curtem a experiência. Quando descobrem que não é apenas lucrativo, mas também desafiador e interessante, eles querem ficar."

 

 

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