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'''Nosso povo sente na pele''', diz indígena sobre falta de assistência em unidade de saúde de Marabá, no Pará

Casa de Saúde Indígena de Marabá é reservada para atender 30 mil indígenas. MPF entra com ação na Justiça pedindo melhorias.

 

"Não tem lugar adequado, colocaram a gente num quarto bem pequeno, quente, sem ar", diz a indígena Maíra Suruí, cobrando melhorias na Casa de Saúde Indígena (Casai) de Marabá, no sudeste do Pará. O espaço é destinado para atender população de 30 aldeias da região - cerca de 3 mil indígenas.

O Ministério Público Federal (MPF) acompanha a situação e entrou com ação na Justiça para que o espaço seja melhorado. Em fotos feitas no início de junho, durante uma vistoria, foi constatada insalubridade, muros rachados e deteriorados.

Segundo o MPF, o local só conta com seis quartos. As imagens foram anexadas a ação civil pública contra a União. O Ministério da Saúde ainda não se pronunciou sobre o caso.

Problema é antigo

Ainda de acordo com o MPF, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) tem conhecimento da situação precária da Casai de Marabá, ao menos, desde 2017. Mesmo assim, até então o procedimento licitatório para contratar as obras necessárias não foi concluído.

Diante da necessidade de espaço adequado para quarentena de indígenas na pandemia de Covid-19, o MPF já havia enviado recomendação para que a Sesai alugasse um imóvel com urgência. A medida ainda não foi realizada.

De acordo com o procurador da República Adriano Augusto Lanna, o atendimento adequado se mostrou ainda mais urgentes, como cita a ação judicial em tutela de urgência, pedindo que a União conclua, em até dez dias, o processo de instalação no prédio alugado para funcionar provisoriamente a Casai; e em trinta dias, para que seja concluído processo licitatório de reforma e ampliação da Casai de Marabá.

Em caso de descumprimento, o MPF estipulou uma multa diária de R$5 mil reais, segundo a ação.

Falta de assistência aos indígenas

Há uma semana, a situação de indígenas da etnia Suruí, que vivem na Terra Indígena Sororó, distante cerca de 100 quilômetros de Marabá, já era preocupante. Mais de trinta indígenas apresentaram sintomas da Covid-19 e dois morreram com a doença.

Segundo Maíra Suruí, a falta de assistência médica na aldeia ainda é realidade. Segundo ela, não há suporte na Casai de Marabá. Ela cobra ações também do governo do Pará.

"O governador disse que ia colocar hospital de campanha lá e até hoje nunca está funcionando. Nosso povo que está sentindo na pele, cada guerreiro que partiu", afirmou.

A ala reservada no hospital de campanha para indígenas na unidade teria dez leitos clínicos. O anúncio do governo foi feito no dia 10 de junho.

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