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CANA: MT deve ofertar maior produção da década.

 
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Se a projeção de 496,1 toneladas do produto se confirmar, será o maior volume da década no Estado, atrás apenas do recorde histórico do ciclo 2006/07, quando foram 545,9 toneladas.

Para atingir a estimativa do 1º Levantamento da Safra 2020/21 de Cana-de-açúcar, divulgado ontem, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), das mais de 16,96 milhões de toneladas da matéria-prima, 21,9% da cana será transformada em açúcar e 78,1% em etanol.

Mesmo prevalecendo a característica de uma safra ‘alcooleira’ – conforme jargão do setor usineiro – há elevação na quantidade de cana destinada ao açúcar – 4,5 pontos percentuais na comparação com a safra passada, quando 17,4% da produção virou açúcar – e redução na matéria-prima que vai se transformar em biocombustível, passando de 82,6% da produção para 78,1%. Nessa comparação anual, vale destacar que a produção da cana no Estado encolheu 3,9%, passando de 17,05 milhões de toneladas para 16,96 milhões.

No país, conforma a Conab, há um indicativo claro de que haverá mais oferta de açúcar neste novo ciclo, iniciado em grande parte em abril. A expectativa é de que sejam produzidas 35,3 milhões de toneladas, crescimento de 18,5% em relação ao da última safra e que teve encerramento em março. O boletim prevê uma colheita de 630,7 milhões de toneladas de cana, volume que aponta para uma diminuição de 1,9% com referência à safra 2019/20.

Conforme dados da Conab, o novo ciclo estadual ocupa 215,2 mil hectares. A colheita fechou março com as atividades em compasso de espera em razão das recentes variações nos preços comerciais, especialmente do etanol, que até algumas semanas atrás demonstrava aspecto de alta, mas que, com as oscilações mercantis do petróleo, sofreu impacto importante nos últimos dias. “Assim, as unidades de produção estão estudando a possibilidade de segurar a oferta do biocombustível mediante retardo do início dos trabalhos de colheita de cana-de-açúcar no campo, tendo em vista a fraca demanda pelo produto”.

ETANOL – Os cerca de 78% da safra mato-grossense de cana deverão render 1,08 bilhão de litros de etanol (anidro e hidratado). Mas o oferta total do biocombustível recebe o reforço de outra matéria-prima no Estado, o milho, cultural responsável por incrementar a produção local de etanol. Ao todo deverão vir para o mercado estadual 3,13 bilhões de litros de etanol, sendo 1,08 bilhão de litros derivados da cana e 2,05 bilhões de litros, derivados do milho. O cereal atualmente a maior matéria-prima para a produção do ‘álcool combustível’.

Enquanto Mato Grosso é o 6º maior produtor de cana do País – posição liderada por São Paulo – o Estado surge como o maior produtor nacional de etanol de milho. Para este ciclo, a oferta dessa matriz pode atingir expansão de 61,5% sobre a oferta contabilizada na safra passada. Dos mais de 2,69 bilhões de litros estimados ao País, 2,05 bilhões virão de Mato Grosso.

PRODUÇÃO - A região Sudeste, principal produtora do país, deve reduzir em torno de 2% o seu volume, alcançando 406,6 milhões de toneladas, com destaques para os estados de São Paulo e Minas Gerais. Já no Centro-Oeste, apesar de aumento de produção em Goiás e da recuperação de produtividade em Mato Grosso do Sul, a região deverá colher 138,9 milhões de toneladas, com uma redução de 1,1%. A área colhida também sofre queda de 1,2%, alcançando 1,7 milhão de hectares. O Sul, que tem a concorrência com o cultivo de grãos, deverá ter redução de 2,6% na área colhida e produzir 33,3 milhões de toneladas.

O Nordeste, embora menos expressivo em termos de produção, cresce 2% na área, mas reduz a produtividade média em 3,5% e a produção em 1,6%, resultando num volume 1,1% menor frente à última safra totalizando 48,4 milhões de toneladas. Também o Norte, com um 1% da produção nacional, apresenta um aumento de área cultivada de 2,2% e uma produção estimada de 3,5 milhões de toneladas.

 

 


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