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Uvas e Espumantes gaúchos conquistam o mundo.

 
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Já imaginou crescer 50% em um semestre e 30% no acumulado do ano enquanto o setor do qual você faz parte alcançou metade disso? E ser reconhecido como o mais premiado do ano, com destaque para seus produtos em competições de renome internacional? Esta não é uma realidade fictícia ou sonho. No ano passado a Cooperativa Vinícola Garibaldi, sediada em Garibaldi na Serra Gaúcha, alcançou estes números, reforçando a identidade com o cooperativismo de agricultores familiares de 15 municípios associados.

Nesta época o movimento de caminhões descarregando uva não para. A seleção é criteriosa, assim como o processo de beneficiamento, armazenamento e fabricação das bebidas. A maior produção ainda é de sucos, cerca de 10 milhões de litros. De vinho são 2 milhões de litros. Mas a aposta são os espumantes, com produção de 3 milhões de garrafas que correspondem a 38% do faturamento.

Segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) o brasileiro está descobrindo a bebida não somente para brindar datas especiais. Em 2017 o crescimento das exportações de espumantes foi de 55% e chegou a 42% em 2018. Quando se pega somente a fatia da Serra Gaúcha, o número sobe para 60%. A comercialização dentro do país, em 2018, chegou a quase 20 milhões de litros. Em 2006, o total não passava de 7 milhões de litros. “O trabalho começa lá no vinhedo. A produção vitivinícola vem crescendo e conquistando novos mercados. Os nossos espumantes são diferenciados em leveza, frescor. Isso faz com que nossa bebida se destaque”, comenta o enólogo da vinícola, Ricardo Morari.

Em 2019 a Cooperativa Vinícola Garibaldi foi a brasileira mais premiada no mundo, com 85 medalhas. Entre os destaques a eleição de melhor espumante Moscatel do Conesul, no Catad'or Wine Awards, realizado no Chile. E na Itália o Espumante Garibaldi Prosecco, foi eleito um dos melhores do mundo, no Cittá Del Vinho. “Essa é a prova de que estamos produzindo aqui no país bebidas de ótima qualidade com uvas europeias como chardonnay e moscato”, ressalta o gerente de Marketing da Garibaldi e sommelier, Maiquel Vignatti.

Do produtor para a mesa

As paisagens que rendem fotos e muitos turistas na região são fonte de renda para os produtores de uvas. A tradição vinda, em sua maioria, de imigrantes italianos se mantém com melhorias no manejo no campo. O perfil é de pequenas propriedades, com média de 15 hectares, e mão-de-obra familiar. Nos parreirais as mais diferentes variedades, desde as de mesa até as viníferas. A região se destaca pelo clima e qualidade do solo que atribuem características únicas para as bebidas.

Os cooperativados recebem apoio de técnicos para renovar a plantação, com variedades mais produtivas e adaptadas. O desafio ainda está no controle de pragas, desde antracnose até oídio, cochonilhas e formigas. Muitos produtores já testam o manejo com produtos biológicos e pulverização direcionada com drones. Na colheita, em sua maioria manual, os bins substituem as caixas de transporte. Com capacidade de armazenar mais quilos da fruta por vez, a automação contribui para a qualidade do vinho, diminuindo o tempo entre a colheita e a primeira etapa de vinificação.

Neste ano a safra está menor em função do clima. O excesso de chuva na época da floração, associado à estiagem deve representar perdas que podem chegar a 60% em alguns produtores e uma média de 30% no geral. Em contrapartida a qualidade está melhor. “Esse fator pode contrabalancear o prejuízo ao produtor. Com mais qualidade e mais teor de açúcar o preço pago é maior. Esperamos uma boa safra até porque essa é nossa essência”, completa o presidente da cooperativa, Oscar Ló.

E acredite: um bom espumante, brasileiro, com selo de qualidade não custa mais do que R$ 30. E se você ficou curioso em ver como está a safra e o caminho que a uva percorre na indústria até virar vinho, espumante e suco.

 

 

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