Fechar
PUBLICIDADE

O algodão e suas riquezas: conheça um pouco mais sobre a cotonicultura.

 
 -   /
/ /

O mundo inteiro adora o algodão, e não é de hoje. Uma das grandes riquezas do planeta, essa fibra natural é utilizada há milhares de anos para nos vestir e proteger, além de oferecer uma série de outras aplicações, como matéria-prima de itens tão diversos como óleo de cozinha, filtros de café, redes de pesca, ração animal e produtos hospitalares e de beleza, entre vários outros. Além disso, o algodão tem um peso considerável na agricultura e na economia, e o Brasil se destaca como um dos principais produtores, consumidores e exportadores mundiais.

Os primeiros registros do algodão remontam a quase 4 mil anos antes de Cristo, em países da África, do Oriente Médio, da Ásia e das Américas. Povos antigos como os egípcios e os incas já dominavam as técnicas de extração da fibra, fiação e tecelagem, e desde então o algodão incorporou-se definitivamente ao nosso dia a dia, de forma indispensável.

Os maiores produtores de pluma de algodão são Índia, China, Estados Unidos, Paquistão e Brasil, que em conjunto respondem por quase 90% do total mundial, em um mercado que movimenta anualmente em torno de 12 bilhões de dólares. No Brasil, a atual safra de algodão em pluma está sendo estimada em cerca de 2,5 milhões de toneladas, plantadas em 1,44 milhão de hectares, um recorde histórico, de acordo com projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Se esses resultados se confirmarem, o país passa a ser o segundo maior exportador mundial, com vendas para 35 país. O estado que mais produz algodão é, de longe, o Mato Grosso, com mais de 80% do total, seguindo-se Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

Atualmente, quase 80% das plantações de algodão no Brasil são transgênicas, de acordo com dados do Conselho de Informações sobre Biotecnologia. A maior parte das sementes transgênicas cultivadas no país é resistente a insetos, para controle de pragas como o curuquerê do algodoeiro (Alabama argillacea) e alguns tipos de lagarta que atacam as plantas.

Entre as características do algodão que o destacam como matéria-prima de roupas, fios e outros produtos está o fato de ser natural e biodegradável. A sustentabilidade é, igualmente, uma das bandeiras da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que criou, em benchmark com a ONG suíça Better Cotton Initiative (BCI), o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que certifica produtos produzidos em bases sociais, ambientais e economicamente corretas.

Essas e outras questões relacionadas ao algodão estarão na pauta do 12º Congresso Brasileiro do Algodão, entre 27 e 29 de agosto, em Goiânia, cujo tema é “A cotonicultura como vitrine para a agricultura do amanhã”. Promovido pela Abrapa, com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e patrocínio Cota Ouro da Bayer, o evento já está com as vagas esgotadas e deverá superar o resultado da edição anterior, em Maceió, quando recebeu 1.400 participantes e 94 palestrantes brasileiros e internacionais, com 190 trabalhos científicos inscritos.

De acordo com a Abrapa, o Brasil tem compartilhado sua expertise na cotonicultura com países em desenvolvimento, para apoiar a agricultura familiar. O congresso deverá receber 120 integrantes de delegações estrangeiras de países da África, América Latina e do Caribe, que tiveram o apoio da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores.

“O Brasil é um grande player mundial no setor algodoeiro e se torna tanto mais forte à medida em que partilha conhecimentos e promove acesso para que outros países, sobretudo os nossos vizinhos em desenvolvimento, também possam obter mais renda e qualidade de vida para os seus povos”, disse o presidente da Abrapa, Milton Garbugio.

 

 

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE