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Peste suína africana evidencia desafios da gestão sanitária em meio à globalização.

 
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A Equipe de Política Agropecuária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, passa a divulgar textos periódicos relacionados ao tema. Nesta primeira publicação, a equipe traz um panorama sobre a Peste Suína Africana (PSA) – enfermidade que vem atacando suínos especialmente na Ásia desde agosto de 2018 e que já resultou em sacrifício de quase sete milhões de animais – e deixa evidente os desafios e as oportunidades que a globalização adiciona à gestão sanitária.

Controlar a doença tem sido uma tarefa árdua, mas, por enquanto, a América é o único continente ainda sem registros da PSA. O Brasil é quarto maior exportador de carne suína do mundo. Uma eventual entrada da PSA no País poderia acarretar em prejuízos acima de cinco bilhões de dólares. Nesse sentido, pesquisadores do Cepea indicam que é de extrema importância que a cadeia nacional esteja atenta e preparada para prevenir a entrada do vírus no País.

Pesquisadores do Cepea indicam que trabalhar a cultura das notificações entre os produtores rurais brasileiros é desafiador, mas muito necessário. Além disso, seria preciso discutir um formato de composição e funcionamento de um fundo ou de um sistema de financiamento da vigilância. Imprescindível também seria a criação de um sistema de indenização, público-privado, para dar suportes técnico e financeiro para os produtores em possível situação de crise.

Adicionalmente, é importante a modernização do sistema de vigilância ativa, incorporando cada vez mais o instrumento de análises de risco na tomada de decisão e as novas tecnologias disponíveis para monitoramento, integração de bases de dados, entre outras facilidades disponíveis, que permitem reduzir o custo dos serviços e aumentar a eficiência.

Segundo pesquisadores do Cepea, o Brasil tem muito a perder com as doenças que acometem rebanhos, perdas que vão além da produção e das transações comerciais, que causam impactos socioeconômicos importantes e que podem ter efeitos de longo prazo na imagem do País. Imagem esta que ainda precisa ser comunicada de forma mais fidedigna e confiável, informando os consumidores dos países importadores sobre a qualidade, inocuidade e confiabilidade dos produtos agroindustriais brasileiros, particularmente, em termos sanitários.

 

 

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