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Brasil passou para quarto destino de investimentos no mundo em 2019.

 
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Com a ajuda do programa de privatização de empresas federais, o Brasil subiu da sexta para a quarta posição entre os principais destinos de investimentos estrangeiros no mundo em 2019. Segundo relatório divulgado hoje (20) pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o Brasil recebeu US$ 75 bilhões em investimentos externos no ano passado, contra US$ 60 bilhões em 2018.

Os três primeiros lugares do ranking de destino de investimentos ficaram com os Estados Unidos, com US$ 251 bilhões no ano passado; a China, com US$ 140 bilhões, e Cingapura, com US$ 110 bilhões. Os US$ 75 bilhões que chegaram ao Brasil equivalem a mais da metade dos US$ 119 bilhões que a América do Sul recebeu no ano passado.

Segundo o relatório, parte da alta dos investimentos externos no Brasil ocorreu, em parte, por causa do programa de privatizações, que se concentrou na venda de subsidiárias de estatais e de participações acionárias do governo em empresas privadas.

“O Brasil registrou aumento de 26%, para US$ 75 bilhões, parcialmente impulsionado pelo programa de privatizações lançado em julho como parte dos esforços da administração para acelerar a economia. A primeira dessas privatizações envolveu uma companhia de distribuição de gás – Transportadora Associada de Gás – comprada por um consórcio de investidores liderado pela francesa Engie por quase US$ 8,7 bilhões”, destacou o levantamento.

Para este ano, o relatório diz que o país deverá continuar a receber investimentos externos por causa da continuidade do programa de privatizações. “Em 2020, os desinvestimentos em subsidiárias de companhias estatais deverão ganhar força; a privatização de grandes companhias como a Eletrobras, a maior empresa elétrica da América Latina, e da Telebras devem provavelmente atrair muito mais investimentos estrangeiros diretos”, acrescenta o documento.

Além das privatizações, o relatório cita os projetos relacionados ao meio ambiente como fatores que ajudarão a elevar os investimentos estrangeiros no Brasil neste ano. “Dados preliminares sobre os investimentos na área verde anunciados no país corroboram essa perspectiva, com o valor dos projetos mais que dobrando, na comparação com 2018, especialmente na energia renovável e na indústria automotiva”, ressalta a Unctad.

O presidente Jair Bolsonaro comentou o resultado do estudo. Na rede social Twitter, ele postou que o quarto lugar obtido pelo Brasil representa a volta da confiança no país.

- Em 2019 ocupamos a 4a maior destinação de investimentos externos, atrás apenas de EUA, China e Cingapura.


EUA - U$ 251 bilhões
China - U$ 140 "
Cingapura - U$ 110 "
BRASIL - U$ 75 "
Reino Unido - U$ 61 "
Hong Kong - U$ 55 "
França - U$ 52 "

- A Confiança de volta ao Brasil 

País crescerá em 2020 entre 2,5% e 3,0%, diz secretário de Política Econômica

São Paulo - O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, avalia que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil pode crescer entre 2,5% e 3,0% já em 2020. Ele informou a estimativa - que está acima da projeção oficial da sua pasta, de alta de 2,4% para a economia neste ano - em entrevista na manhã desta segunda-feira, 20, à GloboNews.

Segundo Sachsida, o desempenho esperado para a economia decorre da mudança no mix econômico que vem sendo promovida pelo governo federal. "A estratégia do governo sempre foi consistente, com consolidação fiscal e combate à má alocação de recursos. Estamos mudando o mix de crescimento, porque antes o governo era o gerador e isso nos levou a uma crise fiscal terrível. Estamos colocando as bases do crescimento sustentável de longo prazo", afirmou.

Para ele, o desempenho aquém do esperado da economia nos meses finais de 2019 é decorrente de problemas de governos anteriores, "de 2006 a 2016".

O secretário afirmou que a mudança do mix econômico tende a dar resultados graduais, à medida em que o setor privado vai ingressando na economia. "Temos que insistir no que está dando certo, na consolidação fiscal", defendeu.

Com a mudança do mix econômico e o avanço na agenda de reformas, que consolidaria a situação fiscal do País, Sachsida diz que é possível pensar em taxas de crescimento acima de 3,0%. "Para crescermos de 3,5% a 4,0% temos que voltar a ter superávit primário, reduzir a relação dívida/PIB e melhorar a atividade da economia", disse o secretário. "Não podemos parar com as reformas", completou .

Crédito

A prioridade da Secretaria de Política Econômica em 2020 é melhorar a eficiência do crédito, disse Sachsida na entrevista à GloboNews. "Temos uma agenda grande", afirmou, sem dar detalhes.

Sachsida pontuou que estudos do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostraram que o mercado de crédito brasileiro é um dos maiores responsáveis pela má alocação de recursos no País, um dos problemas apontados pelo secretário como obstáculo para um crescimento mais acelerado da economia.

Além disso, Sachsida afirmou que as reformas que são prioridades do governo neste ano são as que já estão no Congresso: a PEC do pacto federativo, a PEC emergencial e a PEC dos fundos.

Para SPE, retomada da atividade tem sido impulsionada pelo setor privado

Brasília - A retomada do crescimento em 2019 foi impulsionada pelo setor privado, uma vez que, até o terceiro trimestre, o crescimento deste setor mais do que compensou a variação negativa do setor público. É o que conclui nota técnica da Secretaria de Política Econômica (SPE) com dados do crescimento econômico do período divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A nota é uma atualização de estudo semelhante divulgado pela secretaria no fim do ano passado, com dados ainda do segundo trimestre. Os dados divulgados pelo IBGE mostraram crescimento de 1,19% no PIB no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2018, sendo que o setor privado teve expansão de 2,72%, enquanto o setor público recuou 2,25%.

"É importante ressaltar que o resultado positivo do setor privado tem refletido, em grande parte, a melhora da confiança dos agentes econômicos. As expectativas têm se mostrado favoráveis diante de diversas medidas econômicas que estão sendo implantadas", afirma a nota.

O texto destaca que o investimento (Formação Bruta de Capital Fixo) privado subiu 6,20% no terceiro trimestre, enquanto o público retraiu 11,53%. "A trajetória recente de redução dos juros tem criado um ambiente mais favorável para o investimento na economia, uma vez que diminui o custo do capital. Ademais, a combinação dos juros mais baixos com um cenário de inflação controlada e uma alocação mais eficiente dos recursos prefiguram a estabilidade econômica, importante para projetos de longo prazo, como é o caso de diversos investimentos", completa o texto.

 

 

 

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