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Fungos germinam orquídea "in vitro"

 
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Uma orquídea nativa do estado de Guerrero (sul do México), conhecida cientificamente como Laelia anceps chilapensis, tem dificuldades em se reproduzir por métodos naturais através de sementes, portanto, uma técnica de germinação forçada, ou micoheterotrófico, que consiste em usar fungos que fornecem nutrientes para o crescimento da planta. O estudo foi realizado pela Universidade Nacional da Colômbia (UNAL) em Palmira. 

As orquídeas (Orchidaceae) são uma família de plantas que se distinguem em todo o planeta pela complexidade de suas flores. Eles têm mais de 27.000 espécies e tradicionalmente serviram em todo o mundo como base para o desenvolvimento da horticultura e da indústria farmacêutica, por seus efeitos medicinais. 

No entanto, de acordo com o aluno de Suástegui, essas plantas produzem pequenas sementes e o endosperma ou tecido nutricional ao redor do embrião é reduzido. Embora pareça complexo, é simplesmente que as orquídeas têm dificuldades durante a germinação, por isso precisam estar associadas a certos fungos que facilitam esse processo. 

Para o caso específico da espécie endêmica Laelia anceps chilapensis, que hoje está em risco de extinção, a pesquisa teve como objetivo avaliar in vitro a técnica de germinação mioheterotrófica; em outras palavras, os fungos associados à raiz das espécies foram isolados e identificados e seu efeito foi avaliado em condições de laboratório. 

“A reprodução de orquídeas a partir de sementes é lenta, vulnerável e depende de condições estritas de luz, temperatura e umidade; Apesar de produzir mais de um milhão de sementes em cada cápsula, a porcentagem de germinação é muito baixa em seu habitat, pois não possuem endosperma ou, em algumas espécies, isso é reduzido. Por isso, é necessário associar-se a fungos simbióticos específicos que ajudam nesse processo”, dizem os pesquisadores da universidade. 

 

 

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