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Nossa inserção internacional nos últimos 40 anos é uma aula magna de fracasso.

 
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O secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo (Foto), durante o 8º Fórum Lide de Agronegócios, em Ribeirão Preto (SP), que a inserção comercial internacional do Brasil nos últimos 40 anos “é uma aula magna de fracasso”. Segundo ele a causa dessa frustração é uma política industrial voltada ao conteúdo local, com o fechamento do País à inserção internacional por meio de barreiras comerciais.

“Nos últimos 70 anos, todo país que conseguiu multiplicar renda e Produto Interno Bruto (PIB) per capita e aumentar desenvolvimento da população, tem comércio exterior e inserção internacional como força motriz definidora do sucesso”, disse o secretário. Para Troyjo, a economia brasileira é muito fechada, principalmente em relação às importações. “Superávits comerciais gigantescos não devem ser vistos como exemplo de sucesso econômico. Brasil vai ter que se abrir”, afirmou.

A abertura comercial proposta por Troyjo não passa somente por tarifas e cotas, mas por um novo paradigma, a “corrida por padrões”, segundo ele. “Há uma corrida por padrões como a legislação trabalhista e desenvolvimento sustentável, que terão impacto no agronegócio”. Outra ação necessária para o agronegócio, de acordo com o secretário, é a adoção de políticas comerciais para o chamado E7, grupo de países emergentes que caminha para se tornar maior do que o G7, o das maiores economias globais.

No mesmo evento, Marcos Jank, professor sênior de agronegócio global do Insper, também defendeu a redução no saldo comercial brasileiro com o aumento das importações como facilitadora de negociações comerciais. “No agronegócio, exportamos sete vezes mais do que importamos, somos o maior superávit comercial do planeta e isso não é bom. A gente não avança nas negociações porque não fazemos essa barganha” 

 

 

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