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Milho já responde por 46% da oferta do combustível em MT.

 
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Enquanto a produção do biocombustível a partir da cana-de-açúcar se estabiliza, o etanol de milho ganha espaço e deverá fechar o atual ciclo respondendo por 46% da produção total do combustível. Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados ontem, somente do milho virão 1,04 bilhão de litros, dos 2,27 bilhões apontados pela Conab.

De forma global – etanol de milho e cana – ou de maneira separada, a oferta do combustível neste ciclo é recorde dentro da série histórica da Companhia, para Mato Grosso.

Nesse segundo levantamento de safra, Mato Grosso se desponta como o quinto maior produtor do biocombustível no País, porém, segue sendo o maior produtor de etanol de milho do Brasil. A produção do combustível deverá passar de 590,99 milhões de litros – entre anidro e hidratado – para 1,04 bilhão de litros, um crescimento anual de 76%.

Quase 100% do etanol de milho produzido no Centro-Oeste, cerca de 1,27 bilhão de litros, será originado em Mato Grosso, que detém a maior produção nacional de milho e quatro usina que utilizam o cereal como matéria-prima na produção dessa matriz.

Desse volume projetado para o atual ciclo, serão 358,09 milhões de litros de etanol anidro – combustível que é adicionado à gasolina – e outros 681,90 milhões de etanol hidratado.

Em relação ao etanol de cana, a produção deve aumentar 1,5%, saindo de 1,21 bilhão de litros – entre anidro e hidratado – para 1,23 bilhão de litros.

Mesmo com ganho de 2,6% em produtividade – de 75,78 mil quilos por hectare para 77,09 mil quilos por hectare – a produção de cana nesta safra aponta crescimento anual de 0,8%, saindo de 17,34 milhões de toneladas para 17,47 milhões de toneladas.

Os técnicos da Conab explicam que de acordo com o acompanhamento dos índices pluviométricos, o acumulado dos últimos 12 meses foi o maior da atual década. “Neste cenário, de mais chuvas, houve atraso no início da colheita em comparação às temporadas anteriores. Contudo, o planejamento para o restante da safra indica potencialização das operações nos próximos meses para compensar esse período”. A colheita da cana deve se estender até outubro no Estado.

O levantamento aponta ainda perspectiva de maiores investimentos no setor sucroenergético nesta temporada, tanto em estrutura física das unidades de produção, ampliando suas capacidades de tancagem (visando também a produção de etanol proveniente do milho), bem como no âmbito agrícola, com fomento na implantação de novas variedades mais produtivas, além de melhorias no manejo da cultura.

“O mix de produção continua demonstrando sua maior predileção à fabricação de etanol em razão dos melhores preços pagos pelo biocombustível em comparação ao açúcar. Dessa forma, a projeção é que o volume total de etanol produzido seja de 1,2 bilhão de litros, sendo 1,5% superior ao resultado obtido em 2018/19. Para o açúcar, a expectativa é de produção na ordem de 431 mil toneladas, também sinalizando incremento em relação ao ciclo anterior”.

PANORAMA - Este ano o Brasil deverá produzir 30,3 bilhões de litros de etanol da cana-de-açúcar e mais 1,35 bilhão de litros a partir do milho, o que dá um total de 31,6 bilhões de litros.

Nos subprodutos gerados a partir da cana-de-açúcar, o etanol anidro deve chegar a 10,5 bilhões de litros, ou seja, 12,6% a mais que em 2018/19. Este composto é utilizado na mistura com a gasolina. Já no caso do hidratado, a tendência é uma queda de 14,1%, em relação à safra passada, chegando a 19,8 bilhões de litros.

Com relação à produção de açúcar, esta deverá atingir 31,8 milhões de toneladas este ano, um crescimento de 9,5%. No plantio da cana, o estudo aponta um acréscimo de 0,3% na produção em relação à safra passada, chegando a 622,3 milhões de toneladas. Em compensação, a área colhida está estimada em 8,38 milhões de hectares, uma queda de 2,4%.

MILHO - A partir do 1º levantamento da safra 2019/20, divulgado em maio deste ano, a Conab passou a incluir na divulgação as estatísticas totais de etanol, o que engloba também os dados sobre o etanol à base de milho. Isso porque o cereal vem assumindo um papel de relevância crescente na produção do combustível.

A Região que mais se destaca na utilização do cereal como combustível é o Centro-Oeste, com 94,2% da oferta nacional em 2019, ou seja, 1,27 bilhão de litros, um crescimento de 62,4% em relação à safra passada.

 

 

 

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