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Decifrado genoma do fungo causador da ferrugem da soja.

 
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O fim de um dos problemas que mais assolam os produtores de soja pode estar com os dias contados. Um consórcio internacional, formado por representantes de 12 instituições públicas e privadas, conseguiu fazer o sequenciamento do genoma do fungo P. pachyrhizi, causador da ferrugem asiática. A descoberta é considerada uma das mais importantes para auxiliar no desenvolvimento de manejos mais eficientes de combate à doença. O patógeno é complexo e pela alta capacidade de se adaptar às estratégias de controle é difícil de ser controlado e combatido. 

Para a realização do trabalho foram utilizadas tecnologias de sequenciamento de última geração capazes de fornecer leituras de fragmentos de DNA pequenos (Illumina) ou longos (PacBio). Em nota divulgada as instituições de pesquisa destacam que o sequenciamento revelou que o genoma é extremamente rico em sequências repetitivas e DNA não codificante e que a missão daqui pra frente é “decifrar a biologia do fungo e entender, no nível molecular, a sua complexa interação com a soja”.

Para Sérgio Brommonschenkel, do Laboratório de Genética e Genômica de Interações Planta/Patógeno da Universidade Federal de Viçosa (UFV/MG), “a disponibilidade de um genoma de referência oferece uma oportunidade única para entender os mecanismos genéticos empregados pelo fungo para quebrar a resistência de variedades comerciais e também desenvolver resistência aos fungicidas”. Para ele, o conhecimento detalhado do arsenal genético empregado pelo patógeno em sua interação com a soja e outros hospedeiros pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias inovadoras e disruptivas para o controle desse importante patógeno.

A ferrugem asiática apareceu pela primeira vez nas lavouras brasileiras em 2001, no Paraná, e vem causando prejuízos cada vez maiores a cada ano. De acordo com o consórcio Antiferrugem a doença pode causar perdas de até 90% da produção se não for controlada. A estimativa é de que a cada safra sejam gastos mais de US$ 2 bilhões para combater a doença aqui no Brasil.

Participaram do estudo além da UFV, a Fundação 2Blades, a Bayer, a Embrapa, as universidades alemãs de Hohenheim e de RWTH Aachen, o Instituto Nacional da Pesquisa Agronômica (INRA-França) e a Universidade de Lorraine (França). Também integra o consórcio o Joint Genome Institute (JGI, EUA), da KeyGene, do Laboratório Sainsbury (Reino Unido), da Syngenta.
 

 

 

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