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BOLETIM AGRO: Habilitação de novos frigoríficos pode impulsionar cotações da arroba do boi gordo, mas em menor intensidade

Safra de laranja 2019/2020 é reavaliada e produção em SP e MG deve ultrapassar 388 milhões de caixas

 
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ÁUDIOTEXTO PARA RÁDIOFoto: Wenderson Araujo/TriluxOlá, eu sou o Raphael Costa e esta é mais uma edição do Boletim Agro. Você acompanha, agora, os principais destaques do agronegócio.

Uma boa notícia no início da semana animou o setor pecuário brasileiro. A confirmação da habilitação de mais 25 plantas de frigoríficos para importar carne para China deve causar uma alta nas cotações do boi gordo. No entanto, o crescimento pode ser um pouco menor do que muitos esperam. Quem vai nos contar o que pode ocorrer nesse processo é a jornalista Carla Mendes, do Notícias Agrícolas

Seja bem-vinda, Carla.

“Realmente, nós temos essa possibilidade de algumas altas, um impulso nas cotações do boi, mas essas altas podem ser realmente mais tímidas, porque há um aumento na oferta dos animais de coxo e os preços das arrobas já estão elevados, ao ponto de inibir o consumo interno e externo das carnes. Então, esses dois fatores precisam ser monitorados para sabermos se serão fortes o suficiente para limitar o avanço que pode ser promovido por essa habilitação de novas plantas para a China.”

O IBGE divulgou o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola e o resultado aponta que, em 2019, a produção ficou 5,9% acima do notado no ano passado. O quanto isso representa e quais culturas puxaram esse resultado, Carla?

“São 13.3 milhões de toneladas a mais do que a safra do ano passado e a estimativa é de que a produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas some 239,8 milhões de toneladas. As principais cultura que puxaram de fato esse aumento foram o milho e também o algodão.”

Ainda falando sobre levantamentos de produções, mas agora de laranja. A estimativa para a região de São Paulo e Minas Gerais sofreu um reajuste, ficando 0,12% abaixo do que foi divulgado na primeira publicação. O que contribuiu para essa mudança nos números, Carla?

“Principalmente o clima. Durante os primeiros meses do ano, as chuvas no cinturão produtor de frutas cítricas fora significativas e mantiveram a boa umidade do solo, principalmente no momento de desenvolvimento das frutas. No entanto, a partir de maio, nós pudemos observar as precipitações mais limitadas dando lugar a um tempo mais seco. Com isso, estima-se uma queda de 0,12% na produção de laranja em relação à estimativa anterior. Essas estimativas são do Fundecitrus e são relativas às caixas de 40 quilos.”

Falando ainda de frutas, mas agora sobre melão. Na região do Vale do São Francisco, entre Bahia e Pernambuco, o melão amarelo teve valorização na semana de 2 a 6 de setembro. O que causou e de quanto foi essa valorização, Carla?

“A valorização foi de 25% e essa alta veio do resultado de temperaturas médias mais altas no norte e no nordeste, que favoreceram o consumo local dessa fruta. Com o consumo local aquecido, os preços, então, tiveram essa valorização significativa e o quilo terminou a última semana valendo R$ 1,38 ao produtor.”

Obrigado pelos esclarecimentos, Carla. Quem quiser saber mais novidades do agronegócio é só acessar o Notícias Agrícolas, certo?

“Eu que agradeço, até a próxima. Aos ouvintes que quiserem saber mais, acessem noticiasagricolas.com.br ”

 

 

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