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Netanyahu diz que vai anexar parte da Cisjordânia se conseguir reeleição

O primeiro-ministro diz que espera apoio dos Estados Unidos. Ele tentará se manter no poder após eleições marcadas para semana que vem.

 
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A uma semana das eleições em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse nesta terça-feira (10) que, se reeleito, vai anexar partes da Cisjordânia – o Vale do Jordão e a porção norte do Mar Morto.

Ambos os territórios estão atualmente sob controle palestino e formam a fronteira com a Jordânia, país independente no Oriente Médio. Na região, vivem cerca de 65 mil palestinos e 11 mil israelenses.

Netanyahu pretende anexar parte da Cisjordânia se for reeleito

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Netanyahu também disse que tomará a medida após as eleições da próxima terça-feira (17) em respeito ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – de quem, inclusive, o premiê afirmou esperar apoio.

Entretanto, a Casa Branca informou que não mudou de posicionamento sobre a questão Israel–Palestina, e que o governo norte-americano vai divulgar uma proposta de paz após as eleições israelenses.

Um grupo de ministros de países integrantes da Liga Árabe criticou a proposta de Netanyahu e afirmou que a medida, caso seja tomada, prejudicará "qualquer chance de avanço no processo de paz entre Israel-Palestina".

Eleições em Israel

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. — Foto: Ronen Zvulun/Reuters O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. — Foto: Ronen Zvulun/Reuters

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. — Foto: Ronen Zvulun/Reuters

O atual primeiro-ministro tentará a reeleição na próxima semana, na segunda votação em Israel em menos de seis meses. Em abril, o Likud – partido de Netanyahu – conseguiu formar uma coalizão de partidos nacionalistas e religiosos após vencer, por pouco, o partido de oposição Azul e Branco.

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A aliança, porém, não durou muito e se desfez com a saída do partido Yisrael Beitenu, do ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman. Ele tentou aprovar uma lei obrigando jovens judeus ortodoxos a participarem do serviço militar obrigatório em Israel. A proposta irritou os integrantes religiosos da coalizão governista.

Com o afastamento dos dois grupos, Netanyahu perdeu a maioria, e o Parlamento de Israel convocou novas eleições.

 

 

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