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Netanyahu diz que Irã tinha local secreto de desenvolvimento de armas nucleares

Adversário político do primeiro-ministro afirma que anúncio é uma estratégia política para as eleições que acontecem no dia 17 de setembro.

 
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse na segunda-feira (9) que o Irã estava desenvolvendo armas nucleares em um local secreto perto da cidade de Abadeh, mas que governo iraniano destruiu a instalação depois de saber que havia sido exposto.

Foi a primeira vez que Netanyahu identificou o local, que, segundo ele, foi descoberto em uma série de documentos iranianos que Israel obteve e divulgou anteriormente no ano passado.

Em uma entrevista coletiva, Netanyahu mostrou uma imagem aérea de vários pequenos edifícios --incluindo suas coordenadas--, que ele disse ter sido tirada na instalação de Abadeh no final de junho de 2019. "Neste local, o Irã realizou experimentos para desenvolver armas nucleares", afirmou.

Imagem do alto, de 27 de março, mostra um complexo de edifícios com estruturas ao redor; a de baixo, de 12 de agosto, é um local secreto que armazena armas nucleares, de acordo com Netanyahu — Foto: Maxar Tec/AP Imagem do alto, de 27 de março, mostra um complexo de edifícios com estruturas ao redor; a de baixo, de 12 de agosto, é um local secreto que armazena armas nucleares, de acordo com Netanyahu — Foto: Maxar Tec/AP

Imagem do alto, de 27 de março, mostra um complexo de edifícios com estruturas ao redor; a de baixo, de 12 de agosto, é um local secreto que armazena armas nucleares, de acordo com Netanyahu — Foto: Maxar Tec/AP

"Quando o Irã percebeu que descobrimos o local, eis o que eles fizeram", disse ele, mostrando uma foto de um mês depois na qual os prédios não apareciam mais. "Eles destruíram o local. Eles acabaram com ele."

O anúncio de Netanyahu aconteceu no meio de uma campanha eleitoral –a votação está agendada para o dia 17 de setembro. O país vai às urnas porque o líder não garantiu a maioria parlamentar no último pleito, em abril.

Netanyahu se esforça para manter os temas de segurança nacional na pauta da disputa eleitoral, um assunto no qual ele é considerado forte. É também uma forma de evitar que as denúncias de corrupção contra ele façam parte do debate.

Um rival, Yair Lapid, do partido Azul e Branco, acusou Netanyahu de usar a revelação sobre o Irã como “uma propaganda eleitoral às custas da segurança”.

Vestígios de urânio

Os comentários de Netanyahu seguiram um relatório da Reuters que revelou que a Agência Internacional de Energia Atômica encontrou vestígios de urânio em outro local no Irã que o líder israelense havia apontado pela primeira vez durante um discurso no ano passado na Organização das Nações Unidas.

O Irã ainda não havia explicado os vestígios de urânio naquele local, embora negue ter procurado desenvolver uma arma nuclear.

Netanyahu, que se opôs fortemente a um acordo nuclear de 2015 entre o Irã e as potências mundiais, fez as observações em um discurso televisionado cerca de uma semana antes das eleições gerais em Israel, nas quais ele está em uma corrida apertada para ganhar outro mandato.

"Apelo à comunidade internacional para que acorde e compreenda que o Irã está mentindo sistematicamente", disse Netanyahu. "A única maneira de parar a marcha do Irã à bomba e sua agressão na região é pressão, pressão e mais pressão."

Resposta iraniana

Em resposta às declarações de Netanyahu, o ministro de Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, publicou, em uma rede social, um vídeo do israelense de 2002, em que ele dizia que haveria “consequências positivas” da derrubada de Saddam Hussein no Iraque.

“O dono de bombas verdadeiras alega de forma falsa que há supostos locais demolidos no Irã”, escreveu Zarif, em uma referência a um programa nuclear dos israelenses, que nunca foi comprovado.

Zarif não disse o que é o local no Irã que aparecia na apresentação de Netanyahu, e nem por que ele aparentava ter sido destruído na apresentação do israelense.

O ministro iraniano voltou a postar em redes sociais mais tarde, com uma história da mídia inglesa de 1986, que falava de um programa nuclear israelense, ao lado das imagens por satélite que Netanyahu havia exibido.

 

 

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