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Diretor de laboratório de universidade dos EUA se demite após revelação de ligação com Jeffrey Epstein

Milionário que era acusado de pedofilia e tráfico sexual era doador do Media Lab do MIT e atuava como intermediário para chegar a outros contribuintes –inclusive Bill Gates.

 
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Joichi Ito, que era diretor do Media Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT) renunciou ao cargo e depois que uma reportagem da revista “New Yorker” revelou suas ligações com Jeffrey Epstein, o milionário que morreu quando aguardava, preso, julgamento de acusações de tráfico sexual e pedofilia.

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Ito também pediu demissão de outras funções que ele acumulava –ele era membro de conselhos de organizações como a MacArthur Foundation e The New York Times Company. Além disso, ele também deixa de ser professor visitante em Harvard.

Ito confessou ter recebido US$ 1,7 milhão (cerca de R$ 6,9 milhões, pela cotação atual).

Ele e outros membros do Media Lab do MIT fizeram, ao longo dos anos, pedidos de financiamento à Epstein.

Jeffrey Epstein, preso por crimes sexuais, em fotografia tirada pela Divisão criminal de justiça de Nova York — Foto: New York State Division of Criminal Justice Services/Handout/File Photo via REUTERS Jeffrey Epstein, preso por crimes sexuais, em fotografia tirada pela Divisão criminal de justiça de Nova York — Foto: New York State Division of Criminal Justice Services/Handout/File Photo via REUTERS

Jeffrey Epstein, preso por crimes sexuais, em fotografia tirada pela Divisão criminal de justiça de Nova York — Foto: New York State Division of Criminal Justice Services/Handout/File Photo via REUTERS

O Media Lab, no entanto, se esforçava para esconder sua ligação com Epstein –em seus emails, Ito se referia ao milionário como “ele que não deve ser nomeado” e Voldermort (personagem da série de livros Harry Potter).

O MIT considerava Epstein desqualificado para doar dinheiro, mas ainda assim, o Media Lab o fez, de acordo com a “New Yorker”.

Além disso, o milionário atuava como uma espécie de arrecadador para a entidade –ele procurava outros potenciais doadores para tentar convencê-los a doar dinheiro. Um dos que foram procurados por Epstein foi Bill Gates, o filantropista e fundador da Microsoft.

Segundo a “New Yorker”, o Media Lab considerava que Epstein havia garantido ao menos US$ 7,5 milhões (cerca de R$ 30 milhões) à organização.

Em uma nota, um porta-voz de Bill Gates diz que Epstein foi apresentado como alguém que poderia auxiliar em esforços para aumentar a filantropia.

De acordo com o “NY Times”, foi emitida uma nota em que se afirma que “apesar de Epstein ter perseguido Bill Gates agressivamente, qualquer descrição de uma parceria comercial ou relação pessoal entre os dois é simplesmente inverídica”.

 

 

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