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Irã apreende barco e prende filipinos a bordo sob suspeita de '''contrabando de combustível'''

A apreensão da embarcação ocorre em um contexto tenso na região, essencial para o suprimento global de petróleo.

 

O Irã prendeu 12 filipinos a bordo de um rebocador estrangeiro confiscado por guardas costeiros no Estreito de Ormuz, neste sábado (7).

Teerã os acusa de "contrabando de combustível", segundo a Agência de Notícias Estudantil Iraniana (ISNA).

"Um rebocador estrangeiro foi confiscado, assim como 283,9 mil litros de combustível no valor de 233,71 bilhões de riais (cerca de 2 milhões de dólares)", relata a ISNA, citando o comandante Hossein Dehaki, chefe da guarda costeira na província de Hormozgán.

"Doze pessoas de nacionalidade filipina foram detidas e as autoridades judiciais estão tomando medidas legais" contra elas, afirmou Dehaki.

Segundo esta fonte, suspeita-se que os marinheiros pertençam a uma rede de tráfico de combustíveis, escreve a ISNA. O navio foi capturado em frente ao porto iraniano de Sirik, no Estreito de Ormuz.

Tensão na região

A apreensão da embarcação ocorre em um contexto tenso nessa região, essencial para o suprimento global de petróleo.

A tensão está aumentando desde que os Estados Unidos se retiraram em maio de 2018 do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, alcançado em 2015 pelo Irã e pelas grandes potências.

A tensão se intensificou especialmente desde maio deste ano, com ataques de origem desconhecida a petroleiros que viajam pela região e com apreensão de navios pelo Irã.

Ainda neste sábado, o Irã reduziu novamente os seus compromissos nucleares e colocou em funcionamento centrífugas de enriquecimento de urânio.

 

 

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