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Colômbia diz que está '''pronta''' para defender soberania após Venezuela declarar '''alerta laranja''' na fronteira

Nicolás Maduro anunciou o início de exercícios militares na fronteira entre os dois países após o presidente colombiano acusar o chavismo de supervisionar a retomada das Farc.

 
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O chanceler da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, afirmou nesta quarta-feira (4) que as autoridades do país estão prontas para defender a soberania colombiana após recentes declarações do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Um dia antes, o chavista declarou "alerta laranja" na região próxima à fronteira com a Colômbia e anunciou a mobilização de militares para exercícios entre 10 e 28 de setembro.

Diante das "ameaças que vêm fazendo a partir deste regime chavista, as autoridades colombianas não se deixam provocar, mas estão prontas para garantir a soberania e a tranquilidade dos colombianos", declarou Trujillo em mensagem de áudio à imprensa.

Nicolás Maduro durante discurso no Panteão Nacional, em agosto de 2019 — Foto: Francisco Batista / Presidência Venezuela / AFP Nicolás Maduro durante discurso no Panteão Nacional, em agosto de 2019 — Foto: Francisco Batista / Presidência Venezuela / AFP

Nicolás Maduro durante discurso no Panteão Nacional, em agosto de 2019 — Foto: Francisco Batista / Presidência Venezuela / AFP

A crise entre os dois países se intensificou depois que Maduro acusou o governo do país vizinho de buscar um conflito armado entre os dois países. Isso porque o presidente colombiano, Iván Duque, acusou o chavismo de supervisionar e apoiar o braço das Forças Armadas Revolucionadas da Colômbia (Farc) que anunciaram a retomada da luta armada.

"O governo da Colômbia não apenas meteu a Colômbia em uma guerra que recrudesce, mas agora pretende uma armação para agredir a Venezuela e começar um conflito militar contra nosso país", disse Maduro, acusado por Bogotá de apoiar líderes guerrilheiros.

Divisão nas Farc

Iván Márquez, ex-número dois da guerrilha dissolvida das Farc, reapareceu em um vídeo anunciando volta à luta armada — Foto: Reprodução/ Youtube Iván Márquez, ex-número dois da guerrilha dissolvida das Farc, reapareceu em um vídeo anunciando volta à luta armada — Foto: Reprodução/ Youtube

Iván Márquez, ex-número dois da guerrilha dissolvida das Farc, reapareceu em um vídeo anunciando volta à luta armada — Foto: Reprodução/ Youtube

Na quinta-feira passada (26), Iván Márquez, ex-número dois das Farc anunciou a retomada da luta armada na Colômbia. "Anunciamos ao mundo que a segunda Marquetalia [berço histórico da rebelião armada] começou sob proteção do direito universal que ajuda todos os povos do mundo a se levantarem contra a opressão", disse.

O anúncio não foi bem recebido pelas lideranças da Força Comum Alternativa Revolucionária – partido político fruto das Farc que tem presença no Congresso colombiano.

"A grande maioria continua comprometida com o acordo, apesar de todas as dificuldades e perigos. Estamos com a paz", disse Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, na ocasião.

Imediatamente, o governo colombiano anunciou uma ofensiva de retaliação à guerrilha dissidente. Na sexta-feira (30), uma ação militar deixou nove guerrilheiros mortos.

Helicóptero do exército colombiano sobrevoa área onde o governo diz que guerrilheiros dissidentes do acordo de paz com as Farc foram mortos na sexta-feira (30), em Ovejas — Foto: Juan Barreto/AFP Helicóptero do exército colombiano sobrevoa área onde o governo diz que guerrilheiros dissidentes do acordo de paz com as Farc foram mortos na sexta-feira (30), em Ovejas — Foto: Juan Barreto/AFP

Helicóptero do exército colombiano sobrevoa área onde o governo diz que guerrilheiros dissidentes do acordo de paz com as Farc foram mortos na sexta-feira (30), em Ovejas — Foto: Juan Barreto/AFP

Nesta segunda-feira, Timochenko pediu que antigas tropas guerrilheiras não voltassem às armas e convidou "os que podem se sentir tentados pelos cantos de sereia dos desertores da paz" a "pensarem, meditarem, analisarem muito bem a realidade antes de se decidir a seguir um equívoco semelhante".

"Sabemos que os que hoje se chamam chefes das Farc não vão fazer a guerra, que ficarão do outro lado da fronteira [na Venezuela]", acrescentou Londoño na carta.

 

 

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