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Cientista da Nasa relaciona queimadas na Amazônia com maior desmatamento

Segundo especialista, incêndios ocorrem sobre troncos de mata desflorestada deixados para secar ao sol. Imagens de satélite mostram nível de desmatamento semelhante ao do início da década de 2000.

 
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O chefe do Laboratório de Ciências Biosféricas da Nasa, Douglas Morton, explicou que as queimadas na Amazônia ocorrem principalmente em decorrência do desmatamento da floresta. Segundo ele, os incêndios ocorrem em troncos de árvores expostos ao sol após as derrubadas.

"Vemos as mesmas pilhas de madeira de floresta desmatada meses atrás pegando fogo", afirmou Morton.

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O especialista aponta que essas regiões incendiadas foram desmatadas com o método conhecido como correntão: correntes presas a um trator removem uma grande área de floresta em pouco tempo. Em seguida, os troncos ficam empilhados para secar ao sol por meses.

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Imagem da Nasa mostra densa camada de fumaça — Foto: Reprodução Imagem da Nasa mostra densa camada de fumaça — Foto: Reprodução

Imagem da Nasa mostra densa camada de fumaça — Foto: Reprodução

Em entrevista à TV Globo, Morton – que estuda a Amazônia há quase 20 anos – sinalizou que o desmatamento voltou a patamares do início da década de 2000. Segundo o representante da Nasa, as imagens de satélite mostraram padrões muito semelhantes aos registrados entre 2001 e 2003.

"Temos grandes queimadas, queimadas com energia suficiente para gerar coluna de fumaça, que passa pelas distâncias como o estado do Acre e o sul do país", apontou.

Equilíbrio entre produção e preservação

Queimada de aproximadamente 65 km em Porto Velho — Foto: Carl de Souza/AFP Queimada de aproximadamente 65 km em Porto Velho — Foto: Carl de Souza/AFP

Queimada de aproximadamente 65 km em Porto Velho — Foto: Carl de Souza/AFP

Morton também observou que, a partir de 2003, o Brasil encontrou um ponto de equilíbrio. "Logo depois chegamos a ter uma balança com menos áreas novas de desmatamento e o uso mais intenso de áreas que já foram desmatada", disse.

"Nesse período, o Brasil mostrou ao planeta que seria possível ter equilíbrio entre a produção agrícola e a preservação da Amazônia brasileira", acrescentou Morton.

Para o especialista da Nasa, as imagens de satélite mostram uma nova pressão pela expansão agrícola na Amazônia que não havia anos atrás. "A concentração de queimadas no estado do Amazonas, por exemplo, é a maior do que vimos nos últimos anos", afirmou.

"Vimos por satélite o aumento na taxa do desmatamento hoje em dia. É uma decisão do Brasil sobre a trajetória do planeta e a posição central da Amazônia nessa decisão", concluiu.

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