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Aeroporto de Hong Kong volta a operar após ocupação em protesto

Por dois dias, manifestantes pró-democracia fecharam terminal aéreo.

 
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A maioria dos voos desta quarta-feira (14) decolava normalmente do Aeroporto Internacional de Hong Kong, após uma terça caótica quando foi ocupado, pelo segundo dia consecutivo, por manifestantes pró-democracia.

Na terça-feira, os manifestantes bloquearam o acesso dos passageiros aos aviões e bloquearam o aeroporto, o oitavo do mundo em volume de passageiros, como parte dos protestos que sacodem Hong Kong há dez semanas. Na tarde de terça, eles entraram em confronto com polícia de choque diante do terminal.

Mas na manhã desta quarta, o site do aeroporto revelava que dezenas de voos partiram durante a noite e centenas estão programados para o dia, apesar dos atrasos.

A maioria dos manifestantes já tinha abandonado o aeroporto e as operações voltavam ao normal.

Apenas um punhado de manifestantes permanecia no terminal aéreo, a maioria dormindo, constatou a AFP. Não está claro se os manifestantes farão novos protestos no aeroporto nesta quarta-feira.

Polícia usa spray de pimenta para dispersar os manifestantes dentro do aeroporto de Hong Kong nesta terça-feira (13). — Foto: Thomas Peter/Reuters Polícia usa spray de pimenta para dispersar os manifestantes dentro do aeroporto de Hong Kong nesta terça-feira (13). — Foto: Thomas Peter/Reuters

Polícia usa spray de pimenta para dispersar os manifestantes dentro do aeroporto de Hong Kong nesta terça-feira (13). — Foto: Thomas Peter/Reuters

O movimento de protestos pró-democracia de Hong Kong não tem líderes definidos, mas é capaz de mobilizar rapidamente multidões através das redes sociais e aplicativos de mensagens.

Os ativistas mudaram o foco dos protestos para o aeroporto, que é fundamental para a economia desta antiga colônia britânica, após semanas de grandes concentrações que degeneraram em confrontos entre a polícia de choque e ativistas radicais.

Hong Kong atravessa sua crise política mais grave desde sua reanexação à China, em 1997. O movimento - que surgiu no começo de junho em rejeição a um projeto de lei que autorizaria extradições para Pequim - ampliou suas reivindicações para denunciar a redução de liberdades e as ingerências da China nos assuntos internos.

A chefe de Governo de Hong Kong designada por Pequim, Carrie Lam, alertou na terça-feira para as consequências perigosas dos protestos para a cidade, uma das capitais mundiais das finanças.

Diretora executiva de Hong Kong, Carrie Lam, concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (13)  — Foto: Thomas Peter/ Reuters Diretora executiva de Hong Kong, Carrie Lam, concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (13)  — Foto: Thomas Peter/ Reuters

Diretora executiva de Hong Kong, Carrie Lam, concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (13) — Foto: Thomas Peter/ Reuters

"A violência, seja seu uso ou sua justificação, levará Hong Kong por um caminho sem retorno e afundará sua sociedade em uma situação muito preocupante e perigosa. A situação em Hong Kong durante a semana passada me fez temer que tenhamos chegado a esta perigosa situação", disse Lam em entrevista coletiva.

O movimento, cada vez mais afetado por confrontos entre radicais e a polícia, representa um desafio inédito para o governo em Pequim, que na segunda-feira disse observar "sinais de terrorismo".

Os jornais "Diário do Povo" e "Global Times", diretamente ligados ao Partido Comunista, divulgaram vídeos que mostram blindados de transporte de tropas seguindo até Shenzhen, metrópole na fronteira com Hong Kong.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a situação em Hong Kong como "muito difícil", "complicada", mas acrescentou que espera que tudo seja resolvido sem violência.

"Espero que se resolva pacificamente. Espero que ninguém saia ferido. Espero que ninguém seja assassinado", afirmou Trump em declarações a jornalistas em Morristown, Nova Jersey, nesta terça.

Através do Twitter, o presidente informou que os serviços de inteligência americanos alertaram que a China está transferindo tropas para a fronteira com Hong Kong, e acrescentou que "todos devem permanecer calmos e a salvo".

Na terça, a China negou a solicitação para a visita a Hong Kong de dois navios da Marinha americana, segundo a Frota do Pacífico.

 

 

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