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Candidato de oposição na Argentina chama Bolsonaro de racista, misógino e violento

Alberto Fernández, que no domingo 11 venceu as primárias argentinas, criticou o presidente brasileiro em entrevista concedida a um programa de televisão do país.

 
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O candidato da oposição de centro-esquerda à presidência da Argentina Alberto Fernández, que no domingo (11) obteve uma esmagadora vantagem sobre o atual presidente liberal Mauricio Macri nas eleições primárias do país, criticou na segunda-feira (12) o presidente Jair Bolsonaro, a quem classificou de "racista, misógino e violento".

As declarações foram feitas em um programa de televisão horas após Bolsonaro ter dito que o Brasil poderia ver uma onda de imigrantes fugirem da Argentina se políticos de esquerda vencerem as eleições presidenciais de outubro.

"Com o Brasil, teremos uma relação esplêndida. O Brasil sempre será nosso principal sócio. Bolsonaro é uma conjuntura na vida do Brasil, como Macri é uma conjuntura na vida da Argentina", disse Fernández em uma entrevista ao programa "Corea del Centro", da emissora Net TV.

Presidente Jair Bolsonaro durante discurso em evento em Pelotas (RS) no Rio Grande do Sul na segunda-feira (12) — Foto: Reprodução/RBS TV Presidente Jair Bolsonaro durante discurso em evento em Pelotas (RS) no Rio Grande do Sul na segunda-feira (12) — Foto: Reprodução/RBS TV

Presidente Jair Bolsonaro durante discurso em evento em Pelotas (RS) no Rio Grande do Sul na segunda-feira (12) — Foto: Reprodução/RBS TV

"Agora, em termos políticos, eu não tenho nada a ver com Bolsonaro. Comemoro enormemente que fale mal de mim. É um racista, um misógino, um violento...", declarou Fernández.

Na entrevista, Fernández também criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou como um bom líder para seu país, mas não para o mundo.

O "Frente de Todos", de Fernández, que tem como candidata a vice a ex-presidente Cristina Kirchner, conseguiu no domingo 47,66% dos votos contra 32,09% do "Juntos pela Mudança", de Macri.

Embora ainda faltem dois meses para as eleições gerais, as primárias são vistas como um levantamento preciso do que pode acontecer em outubro na Argentina, onde uma crise econômica afetou a imagem de Macri no último ano e revitalizou o peronismo de oposição.

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