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Portugal aprova medida para interromper greve de motoristas e mobiliza militares para garantir abastecimento

Mais de 400 postos no país ficaram sem combustível nenhum, e aeroporto de Lisboa ficou com o abastecimento de aeronaves comprometido. Lideranças criticaram escalada contra direito de greve .

 
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O governo de Portugal decretou requisição civil nesta segunda-feira (12) – medida considerada a mais drástica para interromper a greve de motoristas de transporte de combustível iniciada nesta manhã. Na prática, os grevistas devem voltar ao trabalho ou serão processados criminalmente por desobediência.

Além disso, de acordo com o jornal português "Diário de Notícias", o governo local determinou a mobilização das Forças Armadas para garantir o abastecimento. Tal medida foi adotada também em abril, quando Portugal passou por greve semelhante.

Com a paralisação, segundo o site "Observador", centenas de postos ficaram sem combustível ainda pela manhã. Veja abaixo:

  • 738 postos sem diesel;
  • 545 sem gasolina;
  • 60 sem GLP;
  • 439 sem nenhum tipo de combustível.

O aeroporto de Lisboa registrou somente 25 abastecimentos até as 16h (horário local) desta segunda-feira – estavam previstos 119.

"Perante a situação de incumprimento, o Governo não teve outra alternativa a não ser decretar requisição civil", afirmou o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Tiago Antunes.

Lideranças do movimento reagiram em seguida à decisão. A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) acusou o governo de dar "novo passo na escalada contra o direito à greve".

Mais cedo, o governo português impôs racionamento de combustível no país. A medida estabeleceu que cada condutor teria direito a abastecer um máximo de 15 litros de gasolina ou diesel por vez em estações específicas determinadas pelas autoridades locais. Nas demais, esse teto era de 25 litros.

Greve de motoristas em Portugal

Foto mostra bombas de combustível fora de serviço em meio à greve desta segunda-feira (12) em Lisboa, Portugal. — Foto: Rafael Marchante/Reuters Foto mostra bombas de combustível fora de serviço em meio à greve desta segunda-feira (12) em Lisboa, Portugal. — Foto: Rafael Marchante/Reuters

Foto mostra bombas de combustível fora de serviço em meio à greve desta segunda-feira (12) em Lisboa, Portugal. — Foto: Rafael Marchante/Reuters

Os motoristas decidiram parar o trabalho pela segunda vez neste ano, depois que as negociações com empregadores do setor privado sobre salários melhores e direitos trabalhistas falharam.

O Sindicato Nacional dos Condutores de Materiais Perigosos, que convocou a greve, disse que cumpriria os serviços mínimos. Há preocupações, entretanto, de que eles não o façam, depois que alguns líderes sindicais pediram que esses serviços também fossem suspensos.

Costa pediu que as negociações entre o sindicato e os empregadores sejam retomadas o mais rápido possível.

Os motoristas disseram que a greve continuará até que a associação de empregadores faça uma "proposta razoável".

"Até lá, vamos fazer greve por um dia, uma semana, um mês, pelo tempo que for necessário", disse o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Condutores de Materiais Perigosos, Pedro Pardal Henriques. O Sindicato dos Motoristas de Frete Independente (SIMM) também participará da paralisação.

 

 

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