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Manifestação em Moscou termina com centenas de presos

Marcha na capital da Rússia juntou dezenas de milhares de pessoas e tinha como objetivo protestar contra a exclusão dos partidos de oposição das eleições municipais

 
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Dezenas de milhares de pessoas participaram de uma manifestação neste sábado (10) em Moscou, capital da Rússia, e São Petesburgo para pedir eleições livres. Foi o maior protesto da oposição russa desde 2012.

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Ao menos 245 pessoas foram presas –sendo 146 em Moscou.

Essa manifestação havia sido autorizada pela prefeitura de Moscou. Para a polícia, compareceram 20 mil pessoas, para a ONG Contador Branco, 49 mil.

Polícia prende ativista em Moscou — Foto: Tatyana Makeyeva/Reuters Polícia prende ativista em Moscou — Foto: Tatyana Makeyeva/Reuters

Polícia prende ativista em Moscou — Foto: Tatyana Makeyeva/Reuters

A pauta dos protestos eram as eleições municipais que estão agendadas para 8 de setembro. “Exigimos o cancelamento e convocação de nova votação”, disse a opositora Yulia Galiamina, que cumpre pena administrativa por participar de uma manifestação que não havia sido autorizada.

A comissão eleitoral proibiu 57 registros de candidatos. De acordo com a entidade, os opositores foram proibidos de participar das eleições por incluir centenas de mortos e quase 10 mil pessoas que não existem em suas listas de protocolo de candidatura.

Ato foi vigiado desde antes do início

Para chegar ao lugar da concentração, os manifestantes tinham que passar por detectores de metais.

Antes do começo do ato, foi presa Liubov Sobol, que é próxima de Alexei Navalni, um opositor de Vladimir Putin.

Sobol avisou que estava sendo presa em tempo real em uma rede social. “Não poderei ir ao encontro, mas vocês sabem o que fazer sem mim. Estou orgulhosa de todos que sairão às ruas. A Rússia será livre”, ela escreveu.

Já é a quinta manifestação

As manifestações contra o veto aos candidatos de oposição nas eleições locais começaram em Moscou no dia 14 de julho.

Houve um ato autorizado no dia 20 de julho, com mais de 20 mil pessoas. Houve outras duas manifestações, nos dias 27 de julho e 3 de agosto que acabaram com mais de 2.000 detidos e mais de cem presos (que podem ser condenados a prisão por cometerem distúrbios; um tipo de caso penal criticado por defensores de direitos humanos).

“A agressividade do poder se deve a não ter mais o que oferecer à cidade”, disse Seguéi Mitrojin, dirigente do partido liberal Yábloko.

O político que também foi proibido de se candidatar ao parlamento de Moscou, exigiu a libertação daqueles que estão sendo processados por distúrbios e a permissão da participação dos políticos independentes nas eleições municipais.

São Petesburgo

Enquanto em Moscou havia esses atos, em São Petesburgo houve uma ação de solidariedade com os moscovitas. Cerca de 80 pessoas foram detidas, de acordo com o site OVD-Info.

 

 

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