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Funk faz a ponte Rio-SP para ganhar o mundo, Katy Perry segue séria e Slipknot vai aos extremos: G1 Ouviu

Programa em VÍDEO e PODCAST com lançamentos da semana também tem sofrência brega de Johnny Hooker, além dos funks de MC Lan com Ludmilla e MC WM com Pocah e Jerry Smith.

 

A edição desta semana do G1 Ouviu tem duas pontes Rio SP no funk e vai de ídolo do metal à sofrência brega na MPB. Veja o vídeo acima e ouça a versão podcast abaixo.

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Katy Perry - “Small Talk”

Katy Perry segue em sua fase menos marota, iniciada com o primeiro single do ano “Never really over”. “Small talk” é bem parecida, apesar de menos inspirada que a anterior. É aquela história de refletir sobre o amor, com um papo até legal de você ver a pessoa de quem já foi tão íntima e virar uma estranha.

A novidade é a produção de Charlie Puth, dos hits “Attention” e “We don’t talk anymore”. O americano também é produtor e dá um toque de r&b pop mais certinho, uma levada "sapatênis", o que deixa a música mais limpa, e ainda mais séria. Ainda é pop redondinho, mas tem menos graça que o single anterior. As duas devem estar em um disco novo nesse ano, mas não tem nada confirmado.

Mc Lan, Ludmilla, Skrillex, TroyBoi, Ty Dolla $ign - “Malokera”

Normalmente um feat é entre dois artistas, mas nesta semana esse número é pequeno. São cinco artistas que assinam “Malokera”. É um funk com um som mais pesado, com rap e viradas de música eletrônica.

A cara da música é do Lan, um funk mais maloqueiro, mas o grande momento é o da Ludmilla fazendo rap. Ela deixou ainda mais para trás os rappers gringos, que se esforçam nas parcerias com brasileiros, mas sempre vão mal.

Difícil não lembrar no refrão de “Qualidade de Vida”, parceria da Lud com Simone e Simaria, na qual canta “Vai coleguinha”, mas dessa vez é “Vai Maloqueira”. Dá a impressão que pode rolar uma confusão a qualquer momento.

Slipknot - “Birth of the cruel”

Depois de cinco anos termina a espera dos fãs pelo novo disco do Slipknot. “We Are Not Your Kind” é cheio de mudanças de dinâmicas, como a gente ouve em “Birth of The Cruel” e como é já característica deles. Só que eles caminham entre todos os extremos do metal, do mais climático ao mais barulhento.

Tem músicas sussurradas que parecem um ASMR do metal. (Para quem não sabe, ASMR são aqueles sonzinhos que fazem cócegas no ouvido - mas nesse caso é mais suspense que carinho.)

Vai disso até o metal chamado mais extremo mesmo. Em muitos trechos mostra bem como o Slipknot deve ao Sepultura, que é uma referência assumida na concepção do som deles. É um dos grandes discos de rock desse ano.

MC WM, POCAH, Jerry Smith - “Para Não”

A outra ponte aérea do funk da semana é entre MC WM e Jerry Smith, dois nomes fortes do funk paulista, com a carioca Pocah. Três artistas fortes do segmento que se reúnem em um funk 150 bem frenético, forte de coreografia, pronto para tocar muito nas festas.

A música tem também um toque sutil de funk rave, principalmente nas viradas. É uma mistura que está rolando há um tempo. Na música do MC Lan a gente já ouviu umas viradas eletrônicas, mas ali era coisa do Skrillex, e aqui já dá pra ouvir a EDM se juntar com o funk aqui no Brasil mesmo.

Depois da Lud repetindo o “Vai Coleguinha”, o Jerry Smith também faz referência a uma obra anterior logo no começo quando canta de um jeito parecido com outra música dele, “Quem Tem o Dom”, uma parceria com o Safadão.

Johnny Hooker - “Escolheu a Pessoa Errada para Humilhar”

Clima agitado na pista continua na música nova do pernambucano. A letra foca bem no momento em que uma das partes de um relacionamento começa a se recuperar, a se posicionar depois de tanta humilhação.

O Johnny Hooker fala bastante de amor, na maioria da vezes um amor não correspondido, mas nessa tem um reforço na dose de brega, muito creditado ao trabalho do Boss in Drama na produção, nome do pop eletrônico brasileiro de muitos anos.

Mauro Ferreira apontou que a música é uma jogada para uma pista mais popular e poderia estar no repertório do Wesley Safadão, o que é ótimo já que só entra hit por lá. Claramente é uma faixa que pode tocar nas festinhas descoladas logo depois de Duda Beat, outra que aposta em uma sofrência mais pop.

 

 

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