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Energia elétrica está restabelecida em Caracas, diz governo da Venezuela

Outras partes do país tiveram restabelecimento parcial nas primeiras horas desta terça-feira 23 .

 
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A energia elétrica voltou a ser estabelecida em Caracas, capital da Venezuela, informou o governo venezuelano no início desta terça-feira (23). Em outros 4 estados do país - Mérida, Trujillo, Barinas e Aragua - a luz voltou de forma parcial, segundo o governo.

O país enfrenta um apagão nacional desde segunda-feira (22). De acordo com a agência Reuters, ao menos 14 estados ficaram sem luz elétrica. O jornal venezuelano "El Nacional", entretanto, afirmou que todos os 23 estados do país foram atingidos, além da própria Caracas.

Segundo a corporação de energia elétrica do país, até as 22h de segunda-feira, a luz já tinha voltado, parcialmente, nos estados de Nueva Esparta, Bolívar, Táchira, Lara e Anzoátegui.

O ministro para Comunicação e Informação do país, Jorge Rodríguez, suspendeu as "atividades laborais e educativas regulares" e pediu às pessoas que ficassem em casa para "ajudar no processo de reconexão que está sendo realizado no serviço elétrico nacional".

'Ataque eletromagnético'

Pessoas aguardam o retorno da energia em estacionamento de um shopping center, em Caracas, na segunda-feira (22) — Foto: Matias Delacroix/AFP Pessoas aguardam o retorno da energia em estacionamento de um shopping center, em Caracas, na segunda-feira (22) — Foto: Matias Delacroix/AFP

Pessoas aguardam o retorno da energia em estacionamento de um shopping center, em Caracas, na segunda-feira (22) — Foto: Matias Delacroix/AFP

Rodríguez também afirmou, na segunda-feira (22), que que "um ataque eletromagnético" à hidrelétrica de Guayana causou a queda de energia no país. Ele não disse, porém, quem seria o autor do ataque – nem deu detalhes sobre a suposta ação.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mencionou um "ataque criminoso" ao se referir ao blecaute. "Ante o novo ataque criminoso contra a tranquilidade e a paz do país, o Governo Bolivariano e a Guarda Nacional Bolivariana são mobilizados para atender às necessidades do povo", disse.

O autoproclamado presidente interino e líder da oposição Juán Guaidó também se manifestou, no Twitter, sobre o blecaute: "quinto apagão nacional do ano, 22h: cinco horas sem luz em toda a Venezuela, produto da corrupção e da incapacidade do regime", disse.

Segundo o jornal local "El Nacional", a energia caiu às 16h40. Com o blecaute, estações de metrô ficaram fechadas e semáforos não funcionaram, o que causou grandes engarrafamentos no trânsito de Caracas. O comércio também fechou cedo, porque não era possível usar máquinas de cartão de crédito e débito.

Histórico de apagões

Pessoas usam celulares durante apagão em Caracas, no dia 7 de março — Foto: Matias Delacroix/AFP Pessoas usam celulares durante apagão em Caracas, no dia 7 de março — Foto: Matias Delacroix/AFP

Pessoas usam celulares durante apagão em Caracas, no dia 7 de março — Foto: Matias Delacroix/AFP

Os blecautes são comuns na Venezuela, especialmente no oeste do país. O governo chavista geralmente acusa opositores de sabotagem, enquanto a oposição e especialistas do setor responsabilizam o regime de Nicolás Maduro pela falta de investimento em infraestrutura e corrupção em meio a uma grave crise econômica.

Em março, a Venezuela sofreu uma série de apagõesconsiderados os piores em décadas – quando os 23 estados e Caracas ficaram sem energia. Milhões de pessoas ficaram sem água corrente ou acesso a serviços de telecomunicações.

Desde aquele mês, diz o "El Nacional", os estados de Zulia, Táchira e Falcón tiveram falhas de serviço recorrentes.

Também em março, Maduro demitiu o então ministro de energia elétrica, Luis Motta Domínguez. Em abril, o substituiu por Igor Gavidia, que teve vida curta no cargo: em junho, nomeou um novo chefe para a pasta - Freddy Brito, que hoje ocupa o cargo.

 

 

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