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Turistas fazem café ao lado de ponte de 400 anos em Veneza e são expulsos da cidade

Casal de turistas alemães que fazia café com fogareiro portátil ainda foi multado em 950 euros cerca de R$ 4.000 ; uma nova lei proíbe piquenique na cidade italiana.

 
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Dois turistas de Berlim foram multados e expulsos de Veneza, na Itália, por preparar café, com um pequeno fogareiro portátil, ao lado da ponte mais antiga da cidade, a de Rialto.

Os dois alemães foram penalizados em 950 euros (cerca de R$ 4.000, na cotação atual).

Gondoleiros se reuniram próximos a ponte Rialto, em Veneza, em imagem de 2013 — Foto: REUTERS/Manuel Silvestri Gondoleiros se reuniram próximos a ponte Rialto, em Veneza, em imagem de 2013 — Foto: REUTERS/Manuel Silvestri

Gondoleiros se reuniram próximos a ponte Rialto, em Veneza, em imagem de 2013 — Foto: REUTERS/Manuel Silvestri

"Veneza precisa ser respeitada, e os grosseiros que acreditam que podem fazer o que querem devem entender isso", afirmou o prefeito da cidade, Luigi Brugnaro, de acordo com o site oficial do município.

Novas leis, que passaram a valer em maio deste ano, proíbem hábitos como fazer piqueniques em alguns pontos da cidade e andar sem camisa em público.

Além disso, Veneza também deverá passar a cobrar pela entrada de pessoas que ficarem pouco tempo na cidade. A taxa deverá ser de cerca de 10 euros (cerca de R$ 42).

Grandes cruzeiros são polêmicos em Veneza

No mês de junho de 2019, um navio de cruzeiro desgovernado atingiu um cais na cidade. Pelo menos cinco pessoas no barco turístico atingido pelo cruzeiro ficaram levemente feridas.

Há debates sobre como lidar com o boom turístico no local, um dos mais visitados do mundo. O centro histórico de Veneza tem cerca de 50 mil habitantes e cerca de 30 milhões de pessoas fazem turismo lá todos os anos. Desses, 20% pernoitam na área.

Em 2018, para regular a entrada de pessoas, foram instalados portões nos únicos pontos de entrada terrestre da cidade. Eles são fechados quando se alcança certo número de pessoas. As autoridades também proibiram, por três anos, a abertura de restaurantes de comida rápida, exceto sorveterias.

 

 

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