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Jovens da rede pública viram empreendedores no projeto Pontapé

Na USP Ribeirão Preto, universitários ensinam de maneira prática como alunos da rede pública podem inovar e mudar a sociedade

 
Estudantes da USP e da escola estadual Eugênia Vilhena de Moraes, em Ribeirão Preto, no primeiro dia de aula do projeto Pontapé – Foto: Reprodução NEU-RP
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Um grupo de alunos da USP está levando o empreendedorismo para salas de aula do ensino médio da rede pública do interior de São Paulo. O projeto Pontapé é organizado por universitários de Ribeirão Preto e quer ensinar jovens a colocar seus projetos e planos em prática.

A ação começou no ano passado e é organizada por nove estudantes de diferentes cursos da USP. O Pontapé funciona da seguinte forma: os universitários escolhem uma escola pública da cidade e, toda segunda-feira, realizam um encontro de duas horas com os alunos.

Os assuntos são variados, mas sempre relacionados ao empreendedorismo, como aulas de Canvas, finanças pessoais, MVP e Pitch. Marcelo Trezilato estuda na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP. Coordenador do projeto, ele explica que o foco é gerar uma mentalidade transformadora. “Queremos que eles não só compreendam o que é empreendedorismo, mas possam inovar, apresentar coisas diferentes e acreditarem que são capazes de melhorar a sociedade”, diz o estudante de Administração.

Durante os encontros, a equipe apresenta conceitos e discute modelos de negócios. A maioria das dúvidas é sobre como tirar um projeto do papel. “Eles acham que não conseguem por em prática, mas, por isso o Pontapé existe, para mostrar que eles têm capacidade e incentivá-los”, destaca Marcelo.

Em 2018, 24 alunos da escola estadual Francisco da Cunha Junqueira passaram pelo Pontapé. Eles fizeram um questionário com os jovens antes das aulas iniciarem e depois. O resultado mostrou um maior interesse sobre empreender e sobre frequentar uma universidade:

Dados recolhidos pelo Projeto Pontapé com os jovens participantes da edição de 2018 – Foto: NEU-RP
Neste ano, 22 alunos da escola estadual Eugênia Vilhena de Moraes estão em formação. A novidade para 2019 foi estimular que as ideias fossem voltadas para o dia a dia da instituição. “O objetivo é ajudá-los a identificar problemas na própria escola e criar soluções para eles por meio de métodos do empreendedorismo”, explica Marcelo.

Os alunos criaram um sistema para evitar o desperdício de alimentos na escola. “Eles notaram que parte da comida da merenda era desperdiçada, então produziram um projeto de composteiras para cultivar hortas na escola, além de uma campanha de conscientização contra o desperdício”, conta o graduando da FEA-RP.

A ideia dos jovens, agora, é expandir esse projeto da composteira para todo o bairro. Para o estudante da USP, ampliar a visão dos alunos para a consciência coletiva e política dentro e fora da escola é uma das propostas do Pontapé. “É isso que queremos, que eles usem o empreendedorismo como agente de mudanças e reconheçam que também são capazes de mudar a sociedade.”

Além dos encontros, os universitários ainda organizam visitas ao campus da USP em Ribeirão Preto para que os estudantes do ensino médio conheçam o cotidiano de uma faculdade e possam se interessar em estudar na Universidade.

Mais informações: marcelotrevilato@usp.br

 

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