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Sam Smith livre, Beyoncé em dobro e mais sertanejo, funk e indie-pop para dançar; G1 Ouviu

Beyoncé lança 2ª trilha Rei Leão ; Sam Smith volta leve e solto. Programa do G1 ainda tem novas de Kekel, Fernando Sorocaba e Charli XCX com Christine and the Queens.

 

A edição desta semana do G1 Ouviu tem a volta de Sam Smith, o segundo disco da trilha do novo "Rei Leão" com a Beyoncé e novidades dançantes de sertanejo, funk e indie-pop. Veja o vídeo acima.

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Sam Smith - 'How do you sleep?'

Dá gosto de ver essa nova fase soltinha do Samuel, inglês que lançou dois discos intensos, melodramáticos, com baladas que dominaram rádios do Brasil. Agora temos um Sam Smith menos travado, que continua soltando a voz, mas sem aquela pose de príncipe de festa de 15 anos.

Ele lança clipe com coreografia e quer fazer esse pop de desfile de moda, já ouvido no single “Dancing with a stranger”. São músicas dançantes, mas ele mantém aquela classe que um fã de Sam Smith espera.

Faz sentido essa música mais solta, leve, porque ele passou a falar mais sobre sexualidade e gênero. Parece estar mais livre para ser quem ele quer.

Beyoncé, Jay Z e Childish Gambino - "Mood 4 Eva"

São dois discos da trilha do filme. O primeiro, da sexta-feira passada, dia 12, foi com as músicas originais cantadas pelo novo elenco e, mais uma música nova da Beyoncé ("Spirit", comentada no G1 Ouviu) e outra do Elton John.

Agora sai “The GIft”, disco com produção e curadoria da Beyoncé, com várias faixas inéditas intercaladas com falas do filme. A Beyoncé chamou de “cinema sonoro”. Tem também Pharrell, Kendrick Lamar e músicos e produtores africanos.

Nessa “Mood 4 Eva” acontece muita coisa: de batuque de afrobeat a sirene de boate. É uma música densa, como uma vegetação de floresta com várias camadas. O Jay Z atua no setor urbano com rap clássico e o Childish Gambino faz a parte florestal, com violão e tambor africano. E a Beyoncé no meio jogando o copo para o alto em um refrão festivo.

Tem citação a Prince, Nas e Notorious B.I.G., e também a reis e deuses africanos. O disco tem essa cara de Rei Leão modernizado, um Simba antenado.

Fernando & Sorocaba, “Cara Feio”

E gente estava com saudade deste Fernando e Sorocaba maroto, uma dupla pioneira em tentar reproduzir nas letras o que anda sendo falado no churrasco, no ônibus, no aperto do metrô, na balada… “Cara feio” é um sertanejo mais raiz, mais anos 90.

Tem menos possessividade na letra e a influência da bachata que dominam o estilo hoje.

É mais esse sertanejo gravado ao vivo, com todo mundo cantando a música antes de ela virar hit - falso, mas funciona mesmo assim.

“Cara feio” é breganeja mesmo, mas tem uma camada de ironia, do cara se autozoando ao entender que foi traído. A história da letra é que ele vai ver quem é a atual da ex e fica bem chateado quando constata que o cara é feio. E daí lamenta.

A composição é de outra dupla, Maycon & Vinicius.

MC Kekel - "Pulo a janela"

A faixa está no novo EP “Set de funk do MC Kekel”. O G1 publicou uma reportagem com treinadores vocais comentando cantores atuais, e o Kekel foi mal avaliado. Eles disseram que a voz dele é anasalada, com pouco alcance e clareza nas palavras.

Mas tem alguma coisa nessa voz anasalada que dá certo. É como se ele fosse o amigo doidinho que tem voz de pato, mas carisma.

O refrão “se ela falar que eu não vou, pulo a janela e vou pra quebrada” é um bom exemplo disso. A base é um funk cru, com batidas agudas que parecem de vidro, em sintonia com a quebrada. Mas a estrutura também é redonda para o pop. Dá para entender como essa voz limitada vai tão longe.

Charli XCX e Christine and the Queens - "Gone"

É um duelo de guerreiras do pop de vanguarda. As duas fazem bonito, Charli com golpes mais diretos e Christine mais misteriosa e sedutora. Depois, vira uma colagem doida de pop eletrônico meio anos 80, meio anos 2080.

A letra é sobre se sentir inadequado, querer ir embora de um lugar, como vários hits atuais, que a gente comentou aqui, de Ed Sheeran a Alessia Cara.

No caso delas é uma inadequação no pop, em que elas estão bem incluídas, mas ao mesmo tempo não se encaixam de um jeito convencional - e nem querem. As tais colagens estranhas e legais dão o mesmo recado da letra. A faixa estará no álbum "Charli", previsto para sair em setembro.

 

 

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