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Ministro do Irã pretende fazer proposta sobre acordo nuclear; EUA desconfiam

Medida permitira inspeções da ONU ao programa nuclear iraniano, segundo chanceler. Tensão entre os países aumentou com destruição de um míssil que os EUA dizem ser do Irã.

 
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O Irã se ofereceu nesta quinta-feira (18) para ratificar um documento determinando inspeções mais invasivas em eu programa nuclear se os Estados Unidos abandonarem as sanções econômicas contra o país, em proposta que ainda tem a desconfiança do governo norte-americano.

A oferta do Irã, apresentada por seu ministro de Relações Exteriores a jornalistas, era para ratificar imediatamente o Protocolo Adicional, que dá aos inspetores da ONU mais ferramentas para verificar que o programa nuclear do país é pacífico.

Embora autoridades dos Estados Unidos sugiram que a ideia não é uma solução, ela poderia oferecer uma abertura para que o governo do presidente Donald Trump busque um caminho diplomático.

Donald Trump dá entrevista coletiva a jornalistas na Casa Branca nesta quinta-feira (18) — Foto: Kevin Lamarque/Reuters Donald Trump dá entrevista coletiva a jornalistas na Casa Branca nesta quinta-feira (18) — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Donald Trump dá entrevista coletiva a jornalistas na Casa Branca nesta quinta-feira (18) — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

"Se Trump quiser mais por mais, podemos ratificar o Protocolo Adicional e ele pode suspender as sanções que estabeleceu", disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, a jornalistas segundo o "The Guardian" e outros veículos de imprensa.

Entretanto, já que o Irã já estava implementando o protocolo e já ofereceu no passado ratificá-lo, não está claro se a proposta de Zarif representa uma concessão.

Sob o acordo nuclear aceito por Teerã, o Irã deve buscar ratificação do Protocolo Adicional oito anos após o acordo ter sido implementado, mesmo tempo estabelecido para que os Estados Unidos buscassem o fim de muitas as sanções aplicadas ao Irã.

A relação entre os dois países – que já não é positiva – piorou neste ano com a retomada do programa nuclear iraniano após o governo de Trump deixar o acordo firmado com Teerã para evitar o enriquecimento de urânio.

Drone destruído

USS Boxer, embarcação militar dos EUA que destruiu drone iraniano nesta quinta-feira (18) no Estreito de Ormuz — Foto: Ahmed Jadallah/Reuters USS Boxer, embarcação militar dos EUA que destruiu drone iraniano nesta quinta-feira (18) no Estreito de Ormuz — Foto: Ahmed Jadallah/Reuters

USS Boxer, embarcação militar dos EUA que destruiu drone iraniano nesta quinta-feira (18) no Estreito de Ormuz — Foto: Ahmed Jadallah/Reuters

O governo dos Estados Unidos afirmou que militares norte-americanos destruíram um drone do Irã no Estreito de Ormuz nesta quinta-feira. O governo iraniano, porém, afirmou não ter informação sobre a perda do equipamento.

De acordo com o presidente Donald Trump, o navio USS Boxer abateu a aeronave não tripulada, que estava a quase um quilômetro de distância da embarcação. Segundo Trump, a distância ameaçava a embarcação norte-americana e os controladores do equipamento não responderam aos alarmes.

Entretanto, o ministro Zarif afirmou que o país não tem informação sobre o caso.

"Nós não temos informação de que perdemos um drone hoje", afirmou a jornalistas.

Ainda no discurso desta quinta-feira, Trump alertou que outros países devem proteger seus respectivos navios na região e pediu que a comunidade internacional condene o Irã.

 

 

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