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EUA confirmam suspensão da venda de caças F-35 à Turquia

Medida foi tomada em resposta à decisão turca em comprar sistema antimísseis de fabricação na Rússia. Washington, porém, não deve impor sanções ao governo de Recep Erdogan.

 
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O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quarta-feira (17) que suspendeu a venda de caças F-35 à Turquia devido à decisão do governo turco de adquirir o sistema antimísseis de fabricação russa S-400, ao ressaltar que os dois programas "não podem coexistir".

"Infelizmente, a decisão da Turquia de comprar sistemas de defesa aérea S-400 faz com que seja impossível mantê-los no programa [dos caças] F-35", disse a porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, em comunicado.

"Os F-35 não podem coexistir com uma plataforma russa de coleta de inteligência que será utilizada para aprender sobre as propriedades avançadas [dos aviões]", acrescentou a porta-voz.

Assim, a funcionária da Casa Branca confirmou o que o presidente Donald Trump insinuou ontem, ao indicar que, já que os turcos "compraram mísseis russos", os EUA "não poderiam vender para eles aeronaves avaliadas em bilhões de dólares".

Impasse militar

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, discursa no terceiro aniversário da tentativa de golpe de estado no país — Foto: Murad Sezer/Arquivo/Reuters Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, discursa no terceiro aniversário da tentativa de golpe de estado no país — Foto: Murad Sezer/Arquivo/Reuters

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, discursa no terceiro aniversário da tentativa de golpe de estado no país — Foto: Murad Sezer/Arquivo/Reuters

O governo norte-americano pressionou a Turquia durante meses para que não efetivasse a compra do sistema S-400 porque ele é incompatível com os adotados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Os EUA chegaram a ameaçar o governo turco com sanções.

Mesmo assim, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan não mudou de ideia e recebeu a primeira remessa dos mísseis S-400 na semana passada, insistindo que tinha recorrido ao sistema russo depois que sua tentativa de adquirir os mísseis Patriots norte-americanos fracassou.

Durante uma reunião com Erdogan paralela à cúpula do G20 há duas semanas em Osaka, no Japão, e mais uma vez nesta semana na Casa Branca, Trump tentou justificar a decisão do colega turco.

"Ele queria comprar nossos mísseis Patriot, mas eles não estavam disponíveis para a venda... e olha que ele queria comprá-los. Portanto chegou a um acordo com outro país, a Rússia", disse Trump ontem.

Presidente dos EUA, Donald Trump, fala a jornalistas na Casa Branca nesta segunda-feira (15) — Foto: Kevin Lamarque/Reuters Presidente dos EUA, Donald Trump, fala a jornalistas na Casa Branca nesta segunda-feira (15) — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Presidente dos EUA, Donald Trump, fala a jornalistas na Casa Branca nesta segunda-feira (15) — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

As declarações de Trump não indicam que Washington imporá sanções a Ancara pela compra do sistema russo, e a porta-voz da Casa Branca ressaltou que, apesar da suspensão do programa F-35, os Estados Unidos manterão sua "forte relação militar" com a Turquia e seguirão "cooperando extensamente" com eles.

A porta-voz também refletiu a posição do Pentágono em seu comunicado, ao indicar que os EUA fizeram "múltiplas ofertas de colocar a Turquia no topo da lista de espera para receber o sistema de defesa Patriot".

"Aceitar o (sistema) S-400 solapa os compromissos que todos os aliados da Otan fizeram mutuamente de não utilizar sistemas russos. Isto terá um impacto negativo na capacidade da aliança de trabalhar em conjunto", alertou a porta-voz.

 

 

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