Mundo

Mundo

Fechar
PUBLICIDADE

Mundo

Chavistas e opositores concordam em manter conversas permanentes sobre crise na Venezuela

Apesar da criação de uma mesa de trabalho permanente pelas duas partes, não há, por enquanto, sinais de arrefecimento do impasse.

 
 -   /
/ /

O regime de Nicolás Maduro e a oposição liderada por Juan Guaidó concordaram nesta semana em estabelecer uma mesa de trabalho permanente para tentar resolver a crise política na Venezuela. As duas partes concluíram na quarta-feira (10), em Barbados, uma reunião que dá continuidade às conversas iniciadas pela Noruega em maio.

Por enquanto, porém, não há perspectiva de uma nova eleição presidencial nem de que Maduro e o chavismo cedam e deixem o poder.

"Como parte deste processo, foi instalada uma mesa que vai trabalhar de forma contínua e expedita, com a finalidade de chegar a uma solução acordada e no âmbito das possibilidades que a Constituição oferece", destacou o ministério norueguês dos Assuntos Exteriores em um comunicado.

"Está previsto que as partes promovam consultas para poder avançar na negociação", acrescentou o texto, sem dar detalhes sobre as datas dos novos encontros.

O governo norueguês ainda insistiu para que as partes tomem a "máxima precaução em seus comentários e declarações com relação ao processo".

Partes em silêncio

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, participa de desfile militar em comemoração ao 208º aniversário da Independência da Venezuela, em Caracas, na sexta-feira (5) — Foto: Miraflores Palace/Handout via Reuters O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, participa de desfile militar em comemoração ao 208º aniversário da Independência da Venezuela, em Caracas, na sexta-feira (5) — Foto: Miraflores Palace/Handout via Reuters

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, participa de desfile militar em comemoração ao 208º aniversário da Independência da Venezuela, em Caracas, na sexta-feira (5) — Foto: Miraflores Palace/Handout via Reuters

Embora Maduro tenha dito que seis pontos são discutidos, ele não deu mais detalhes e manteve o silêncio sobre o conteúdo do texto.

O principal negociador do chavismo e atual ministro de Comunicação, Jorge Rodríguez, classificou o encontro de Barbados como uma "troca exitosa", ao anunciar a conclusão do evento na noite de quarta-feira.

Já o representante de Guaidó, Stalin González, afirmou no Twitter que os venezuelanos necessitam de "respostas e resultados", e anunciou que a delegação opositora "fará consultas para avançar e encerrar o sofrimento".

O autoproclamado presidente interino Juan Guaidó fala durante manifestação contra Nicolás Maduro, durante comemorações do 208º aniversário da Independência da Venezuela, em Caracas, na sexta-feira (5) — Foto: Reuters/Manaure Quintero O autoproclamado presidente interino Juan Guaidó fala durante manifestação contra Nicolás Maduro, durante comemorações do 208º aniversário da Independência da Venezuela, em Caracas, na sexta-feira (5) — Foto: Reuters/Manaure Quintero

O autoproclamado presidente interino Juan Guaidó fala durante manifestação contra Nicolás Maduro, durante comemorações do 208º aniversário da Independência da Venezuela, em Caracas, na sexta-feira (5) — Foto: Reuters/Manaure Quintero

Guaidó é enfático em que o diálogo deve levar à saída de Maduro para estabelecer um "governo de transição" e convocar novas eleições, considerando que a reeleição do governante em 2018 foi fraudulenta.

Porém, no encerramento do encontro na ilha caribenha, o número dois do chavismo, Diosdado Cabello, negou que o governo esteja discutindo com a oposição uma saída eleitoral.

Tentativas de aproximação

Leopoldo López, opositor venezuelano, durante marcha com Juan Guaidó — Foto: Manaure Quintero/Reuters Leopoldo López, opositor venezuelano, durante marcha com Juan Guaidó — Foto: Manaure Quintero/Reuters

Leopoldo López, opositor venezuelano, durante marcha com Juan Guaidó — Foto: Manaure Quintero/Reuters

As partes iniciaram uma aproximação após a fracassada tentativa de golpe militar liderada por Guaidó contra Maduro. O chavista segue no poder com o apoio da Força Armada e que descarta abandonar a presidência, apesar de manter otimismo em relação ao diálogo com a oposição.

Recentemente, a relação entre Maduro e Guaidó voltou a piorar com a morte, dentro de uma prisão, de um militar acusado pelo regime de participar de um levante contra o chavismo.

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE