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Flip 2019: 3º dia tem batalha de poesia, encontro de autoras premiadas e performance com Zé Celso

Ayobami Adebayo, Karina Sainz Borgo, Ayelet Gundar-Goshen e José Celso Martinez comandam mesas nesta sexta 12 . Festa literária vai até domingo 14 em Paraty.

 
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A 17ª Festa Literária Internacional de Paraty vai promover três encontros de peso nesta sexta-feira (12):

  • De premiadas: a israelense Ayelet Gundar-Goshen e a nigeriana Ayobami Adebayo, sobre definição de família e a posição da mulher nas sociedades tradicionais;
  • De estreantes: a venezuelana Karina Sainz Borgo e o Miguel Del Castillo, sobre sobre realidades sociais em situações de conflito;
  • E de não autores: o diretor de teatro Zé Celso Martinez e o líder e pensador indígena Ailton Krenak, sobre violência contra indígenas.

Os destaques são principalmente as autoras convidadas. Roteirista e psicóloga, Ayelet é considerada uma revelação da literatura de Israel. Seu livro “Uma noite, Markovitch” é inspirado em uma história real e fala de rapazes que vão da Palestina para a Europa, que estava sob domínio nazista, para participar de casamentos fictícios, arranjados, e assim resgatar mulheres judiais.

Já Ayobami escreveu o premiado "Fique comigo", romance que toca em feridas deixadas pelo patriarcado. O livro foi eleito um dos melhores de 2018 por várias listas, como dos jornais "New York Times" e "Guardian". Adebayo foi aluna da Margaret Atwood, autora de "O Conto da Aia" e colega de turma da Chimamanda Adichie.

Por fim, a jornalista e escritora venezuelana Karina Sainz Borgo com seu primeiro livro de ficção, “Noite em Caracas”, lançado este ano. Ele foi best-seller na Espanha e reflete a degradação da Venezuela por meio da trajetória de sua protagonista.

Outros destaques

A programação do dia tem ainda escritora, psicóloga e artista portuguesa Grada Kilomba, autora de “memórias da plantação: episódios do racismo cotidiano”. A questão racial vai pautar sua participação, que deve contar com performance, leitura e instalação.

A tarde, o historiador José Murilo de Carvalho fala sobre cidadania e justiça com enfoque na revolta de Canudos e no exército brasileiro.

A sexta termina com um com o flip slam, uma competição de poesia falada com seis poetas internacionais: Edyoung Lennon, Joelle Taylor, Pieta Poeta, Porsha Olayiwola, Raquel Lima e Salva Soler. Os slams surgiram nos Estados Unidos na década de 1980, mas se popularizaram nos últimos anos principalmente entre jovens. São considerados um espaço inclusivo e de manifestação da literatura nas periferias.

Sexta-feira, 12 de julho de 2019

  • 10h - Mesa 8 (Zé Kleber): Cumbe - Marcela Cananéa e Marcelo D’Salete
  • 12h - Mesa 9: Angico - Ayelet Gundar-Goshen e Ayobami Adebayo
  • 15h30 - Mesa 10: Tróia de Taipa - José Murilo de Carvalho
  • 17h - Mesa 11: Jeremoabo - Karina Sainz Borgo e Miguel Del Castillo
  • 19h - Mesa 12: Mata da Corda - Grada Kilomba
  • 20h30 - Mesa 13: Vaza-Barris (O Irapiranga dos Tapuias) - Ailton Krenak e José Celso Martinez Corrêa

Sábado, 13 de julho de 2019

  • 10h30 - Mesa 14: Cansanção - Marilene Felinto
  • 12h - Mesa 15: Monte Santo - Ismail Xavier e Miguel Gomes
  • 15h30 - Mesa 16: Poço de Cima - Grace Passô
  • 17h - Mesa 17: Vila Nova da Rainha - Carmen Maria Machado e Jarid Arraes
  • 19h - Mesa 18: Massacará - Sidarta Ribeiro
  • 20h30 - Mesa 19: Cocorobó - Cristina Serra e David Wallace-Wells

Domingo, 14 de julho de 2019

  • 10h30 - Mesa 20: Santo Antônio da Glória - Braulio Tavares e Mariana Enriquez
  • 12h30 - Mesa 21: Livro de Cabeceira- Participação especial: Amyr Klink

 

 

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