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Julian Assange discutiu pedir asilo nas embaixadas da Rússia e de Cuba

Material da empresa de espionagem que monitorava o fundador do WikiLeaks na embaixada do Equador revela que ele ficou apreensivo ao saber do indulto dado por Obama a uma colaboradora.

 
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O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi espionado por uma empresa espanhola durante os sete anos em que esteve asilado na embaixada do Equador em Londres.

A Undercover Global S.L. captou informações pessoais de Assange, que agora está preso na Inglaterra e enfrenta um processo de extradição para os Estados Unidos.

As conversas que ele manteve com seus advogados foram gravadas.

Planos para escapar para uma outra embaixada

Assange chegou a fazer planos para sair disfarçado da embaixada equatoriana e ir para o edifício de outra representação diplomática em Londres (Cuba ou Rússia).

Julian Assange preso em Londres — Foto: Reprodução/Ruptly Julian Assange preso em Londres — Foto: Reprodução/Ruptly

Julian Assange preso em Londres — Foto: Reprodução/Ruptly

As informações são do jornal espanhol “El País”.

De acordo com o jornal, a equipe de espionagem chegou a recolher uma fralda usada de um bebê de uma colaboradora de Assange para tentar descobrir se ele era o pai da criança.

Assange ficou tenso depois de saber que Chelsea Manning (que vazou documentos para o WikiLeaks) havia recebido um indulto de Barack Obama, em 2017, de acordo com o relatório da Undercover Global.

A empresa também registrou encontro com a atriz Pamela Anderson, uma amiga de Assange.

Assange se preocupava com uma possível espionagem e usava um aparelho para distorcer vozes ao se reunir com seus advogados –a medida de segurança não funcionou.

Ativista pode ser extraditado para os EUA

O fundador do WikiLeaks é acusado pelas autoridades dos EUA de conspirar para hackear computadores do governo americano e violar leis de espionagem.

A audiência de extradição de Julian Assange para os Estados Unidos será em fevereiro de 2020.

Assange está preso em Londres desde o dia 11 de abril, onde cumpre uma sentença de 50 semanas por violar as condições de uma fiança, paga em 2011, ao entrar na embaixada equatoriana no Reino Unido há sete anos. O australiano buscava, com o pagamento da fiança, evitar a extradição para a Suécia, onde era acusado de estupro. Ele temia que, se fosse para lá, poderia ser enviado dali para os Estados Unidos.

Depois de arquivarem o caso, as autoridades suecas decidiram, em maio de 2019, reabrir a investigação sobre o suposto estupro cometido por Assange.

Em 2010, o WikiLeaks, um site de divulgação de documentos confidenciais, publicou um vídeo militar dos EUA mostrando um ataque de helicópteros americanos em Bagdá, no Iraque, que matou uma dúzia de pessoas, incluindo dois jornalistas da Reuters.

 

 

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