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Quedas na previsão de crescimento do PIB devem ser interrompidas com aprovação de reformas pelo Congresso, avalia especialista

Expectativa de crescimento da economia chegou à 19ª semana seguida de queda

 
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ÁUDIOTEXTO PARA RÁDIOFoto: Arquivo/EBCA previsão de crescimento da economia em 2019 começou esta semana com mais uma baixa. De acordo com o boletim Focus – relatório divulgado pelo Banco Central - o indicador passou de 0,85% para 0,82%, atingindo a 19ª semana seguida de queda.

Para o professor e especialista em finanças Marcos Melo, essa redução é natural, tendo em vista que as expectativas se tornaram elevadas no último ano, principalmente por haver uma chance maior de aprovação da reforma da Previdência em 2019.

“Vieram depois as eleições de 2018 e o que se mostrava o governo candidato mais forte, o que veio a vencer as eleições, tinha uma proposta muito forte com relação à reforma da previdência e isso causa uma expectativa muito grande, mas depois vai se percebendo que o trâmite democrático, como é natural e até saudável, presume a ter um bom tempo ainda de negociação, para que realmente a reforma seja feita", afirma. 

Marcos Melo explica que o balanço leva em conta apenas a expectativa de crescimento da economia e não o Produto Interno Bruto (PIB) propriamente dito. Isso, segundo ele, significa que o PIB deve seguir uma outra trajetória.

Ainda de acordo com o especialista, o rumo dessa previsão pode mudar nas próximas semanas, principalmente se a agenda do Congresso Nacional levar em conta a aprovação de projetos que interferem diretamente na economia do País.

“A reforma da previdência é a mais urgente a ser feita. Mas, talvez mais importante do que a reforma da previdência, é a reforma tributária. É você simplificar a legislação tributária, dentro do possível reduzir até carga tributária no País. Isso provoca um impacto ainda maior com relação a atividade econômica, e claro, a geração de emprego e o aumento da renda da classe trabalhadora”, disse.

Em relação à inflação, o relatório do Banco Central destacou que houve uma manutenção na previsão em 3,80%. Sobre a taxa básica de juros, os analistas do mercado esperam que o indicador encerre o ano em 5,50%.

 

 

 

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