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Salvini fecha centro de migrantes na Sicília e quer proibir navios de Ongs em águas italianas

Após defender fim das operações de salvamento no Mar Mediterrâneo, ministro do Interior da Itália participou do fechamento de um dos maiores centros de acolhimento de refugiados da Europa.

 
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O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, continua sua campanha contra os migrantes. Após defender o fim das operações de salvamento no Mar Mediterrâneo, na segunda-feira (8), o líder participou, nesta terça-feira (9), do fechamento de um dos maiores centros de acolhimento de refugiados da Europa.

Localizado em Mineo, na Sicília, o centro de acolhimento foi instalado em 2011 numa antiga base militar americana. O local teve um pico de população em julho de 2014, com mais de 4.100 integrantes. Com a chegada de Salvini ao Ministério do Interior, em junho de 2018, a quantidade de migrantes diminuiu para 2.500.

"Promessa mantida!", comemorou o homem forte do governo italiano uma semana antes, quando as últimas pessoas foram transferidas do centro para uma outra estrutura de acolhimento de migrantes na Calábria.

Centro polêmico

O centro de Mineo foi alvo de inúmeras polêmicas, entre a superpopulação e a oposição de muitos moradores locais. Para muitos habitantes da cidade de cinco mil pessoas, abrigar quatro mil migrantes, de 85 nacionalidades, não era bem visto. Em janeiro, a polícia desmantelou uma célula mafiosa nigeriana que se instalou no centro, que promovia o tráfico de cocaína, maconha, além de uma rede de prostituição.

Além da preocupação com a criminalidade, a instalação do centro foi alvo de ciúmes da população local mais carente. Os migrantes também foram criticados por prejudicarem o mercado dos trabalhadores temporários durante a colheita de laranja na Sicília, já que os estrangeiros se dispõem a trabalhar sem serem registrados por apenas € 10 ou € 20 por dia.

Por outro lado, o centro empregava cerca de 400 pessoas. O prefeito de Mineo, Giuseppe Mistretta, ameaça renunciar caso o Estado não ajude a cidade a realizar uma transição. Cerca de 50 ex-empregados e sindicalistas realizaram um protesto nesta terça-feira, durante a chegada de Salvini ao local.

Bloqueio dos salvamentos no mar

Depois de fechar o centro de Mineo, Salvini deve se dedicar a outra questão que julga prioritária: o cerco às Ongs que socorrem migrantes com navios no Mar Mediterrâneo e atracam na Itália. Na segunda-feira (8), o ministro convocou em regime de urgência o Comitê Nacional para a Ordem e a Segurança para discutir medidas que reforcem a proibição que embarcações humanitárias ancorem nos portos italianos, como aconteceu com o "Sea Watch 3" há algumas semanas.

Em parceria com o Ministério da Defesa, Salvini prevê a utilização de navios da marinha militar para bloquear as embarcações de migrantes antes que eles cheguem às águas territoriais italianas. O ministro também quer o reforço da polícia nos portos do país, especialmente em Lampedusa.

Além disso, o governo italiano pretende utilizar radares e aviões para interceptar navios autônomos no momento em que partem da Líbia. O objetivo é advertir a tempo os policiais líbios para que intervenham antes de essas embarcações de migrantes chegarem às águas territoriais italianas.

 

 

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