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Pirarucu deve substituir proteínas enlatadas no cardápio da merenda escolar na rede municipal

A previsão da Semed é de que o novo produto já faça parte do cardápio a partir de 2020.

 
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O primeiro passo para que produtores de pirarucu participem da chamada pública de novembro, voltada à aquisição de produtos para a merenda escolar para o ano letivo de 2020, foi dado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) durante reunião na comunidade Tapará Mirim, em Santarém, oeste do Pará.

A intenção da Semed é que o filé de pirarucu, uma vez inserido ao cardápio da merenda escolar, substitua as proteínas que hoje são encaminhadas às escolas por meio dos produtos enlatados.

Segundo a secretária de Educação Mara Belo, a Semed pretende ampliar a aquisição dos produtos da agricultura familiar e ultrapassar os 30% recomendados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Sazonalidade

Segundo a coordenadora da Divisão de Atendimento ao Educado (DAE) da Semed, Vanda Maia, para a construção da pauta dos itens que integram o chamamento público ou a licitação, é fundamental que se identifique a vocação local agrícola, o que é produzido e o período de sazonalidade.

As informações são necessárias para que os nutricionistas elaborem a pauta, que posteriormente será lançada na chamada pública. "É o ponto principal da construção visando a chamada pública", afirmou.

Vanda Maia disse que há grandes possibilidades do pirarucu da região do Tapará entrar na chamada pública do mês de novembro, pois uma das exigências é uma cooperativa apta ao processo, para representar os produtores juridicamente e isso, já está providenciado. Para ela, o maior desafio na etapa seguinte é viabilizar o beneficiamento, o que se dará a partir do momento que fizerem o levantamento do custo da produção desse produto, de acordo com os cortes que atendam as necessidades da Semed para fazer a aquisição do produto final.

Fomentando a produção familiar

O projeto de inserção do pirarucu ao cardápio da Merenda Escolar envolve cinco comunidades: Tapará Grande, Santa Maria do Tapará, Costa do Tapará, Tapará Mirim e Pixuna do Tapará. A população dessas comunidades é de aproximadamente 300 famílias, sendo em média 1.500 moradores. Todas as comunidades cultivam a pesca do Pirarucu, por meio de um sistema natural de manejo.

Reunião de trabalho entre representantes da Semed, Semap e cooperativa de produtores de pirarucu — Foto: Agência Santarém/Divulgação Reunião de trabalho entre representantes da Semed, Semap e cooperativa de produtores de pirarucu — Foto: Agência Santarém/Divulgação

Reunião de trabalho entre representantes da Semed, Semap e cooperativa de produtores de pirarucu — Foto: Agência Santarém/Divulgação

De acordo com uma das lideranças comunitárias, Juvenal de Sousa, somente a comunidade de Tapará Mirim, tem capacidade de abater 1.500 pirarucus adultos, o que corresponde a cerca de 7 toneladas anual do produto. No entanto, a proposta dos comunitários é comercializar menos de 50%, ou seja, aproximadamente 3 toneladas.

Além disso, Juvenal revelou que a reunião de trabalho foi recebida pelos comunitários de maneira positiva, pois um de seus sonhos é fornecer produtos das cinco comunidades ao cardápio da Merenda Escolar e isso está muito próximo de se tornar realidade. "A inserção do pirarucu à merenda escolar significa renda, emprego e dia melhores para todos nós. Esse é o nosso grande sonho", concluiu.

 

 

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