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Navio de cruzeiro perde o controle em Veneza, mas evita colisão com iate

Costa Deliziosa, de quase 300 metros, estava sendo rebocado durante tempestade e quase atingiu um iate de 50 metros que estava ancorado perto da Praça de São Marcos. Tripulação do pequeno barco correu para o cais em pânico, mas acidente foi evitado.

 
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Um mês após a colisão de um navio de cruzeiro contra o cais e um barco em Veneza, uma tragédia foi evitada na noite de domingo (7), quando um desses gigantes do mar perdeu o controle e quase colidiu com um iate turístico.

O navio de cruzeiro "Costa Deliziosa", com quase 300 metros de comprimento e capaz de transportar cerca de 3 mil pessoas, estava prestes a deixar a lagoa veneziana sob uma tempestade e ventos fortes, puxado por rebocadores, segundo um vídeo postado pelo escritor e artista veneziano Roberto Ferrucci em seu site.

Devido ao mau tempo, perdeu o controle e quase colidiu com o iate que estava ancorado não muito longe da famosa Praça de São Marcos, o que causou pânico a bordo.

Os membros da tripulação do iate, um barco de 50 metros que parece pequeno ao lado do cruzeiro, correram para o cais, informou a agência AGI.

O rebocador do "Costa Deliziosa" conseguiu evitar o acidente e direcioná-lo para a saída da lagoa sem problema.

O incidente alimentou a controvérsia sobre os danos infligidos à cidade italiana - inscrita juntamente com sua lagoa na herança universal da UNESCO - e seu frágil ecossistema dos enormes navios de cruzeiro que navegam pelos canais.

Imagem retirada de vídeo mostra o navio Costa Deliziosa navegando perigosamente perto de iate no Canal Giudecca, em Veneza, durante tempestade no domingo (7) — Foto: Roberto Ferrucci/http://www.robertoferrucci.com/AFP Imagem retirada de vídeo mostra o navio Costa Deliziosa navegando perigosamente perto de iate no Canal Giudecca, em Veneza, durante tempestade no domingo (7) — Foto: Roberto Ferrucci/http://www.robertoferrucci.com/AFP

Imagem retirada de vídeo mostra o navio Costa Deliziosa navegando perigosamente perto de iate no Canal Giudecca, em Veneza, durante tempestade no domingo (7) — Foto: Roberto Ferrucci/http://www.robertoferrucci.com/AFP

Dois acidentes em cinco semanas

Há apenas cinco semanas, um acidente com outro cruzeiro deixou quatro pessoas feridas e cenas de pânico entre os turistas.

Vítima de um problema no motor, o "MSC Opera", que pode transportar até 2.680 passageiros e navegar pelo canal Giudecca, atingiu um cais antes de colidir com um navio turístico, o "River Countness".

Imagens de vídeo amadoras postadas no Twitter mostraram os turistas em terra correndo para ver a embarcação de 275 metros e 13 andares.

Outro navio de cruzeiro, o 'MSC Opera' colidiu com barco de turistas em Veneza, na Itália, no dia 2 de junho — Foto: Andrea Merola/ANSA via AP Outro navio de cruzeiro, o 'MSC Opera' colidiu com barco de turistas em Veneza, na Itália, no dia 2 de junho — Foto: Andrea Merola/ANSA via AP

Outro navio de cruzeiro, o 'MSC Opera' colidiu com barco de turistas em Veneza, na Itália, no dia 2 de junho — Foto: Andrea Merola/ANSA via AP

A presença destes cruzeiros na cidade é tanta que as chaminés desses enormes barcos já fazem parte da paisagem por trás dos campanários e pontes da cidade emblemática, joia da arquitetura bizantina.

Os ecologistas acusam os cruzeiros de contribuir para a erosão das fundações da cidade, regularmente inundadas.

Em novembro de 2017, a Itália adotou um plano de desenvolvimento da lagoa para apoiar a atividade lucrativa dos navios de cruzeiro, embora modificando sua rota.

O objetivo é que, com a construção de um novo terminal marítimo, os grandes navios não cruzem mais o canal Giudecca, que faz fronteira com a praça São Marcos.

"Eu já pedi uma inspeção para controlar o que aconteceu em Veneza", afirmou o ministro italiano de Transportes e Infraestrutura, Danilo Toninelli, em sua página do Facebook nesta segunda-feira.

"Toninelli poderá entrar para a história como o 'ministro dos desastres' que paralisou um dos ministérios mais estratégicos para o crescimento do país", criticou Roberto Morassut, responsável pela Infraestrutura do Partido Democrata (PD, centro esquerda), a principal força de oposição.

 

 

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