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Pirarucu manejado deve integrar cardápio da merenda escolar a partir de 2020 em Santarém

Reunião entre governo e produtores de pescado discutiu procedimento técnicos e encaminhamentos na comunidade Tapará Miri.

 
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O cardápio da merenda escolar da rede municipal de educação de Santarém, no oeste do Pará, deve ter um complemento nutricional muito importante a partir de 2020: o pirarucu de manejo. Para garantir que o pescado seja integrado às refeições servidas aos alunos, uma reunião entre o governo municipal e moradores que criam pirarucus na comunidade Tapará Miri discutiu os procedimentos técnicos e os próximos encaminhamentos a serem tomados. A reunião ocorreu na sexta-feira (5).

Se integrado à merenda escolar, o peixe vai melhorar os nutrientes servidos aos estudantes além de fortalecer a economia das comunidades rurais que trabalham com o manejo de pirarucu.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) pretende ampliar à aquisição dos produtos da Agricultura Familiar e atingir os 30% recomendado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Preparo de filé de pirarucu durante festival na região do Tapará em Santarém  — Foto: Agência Santarém/Divulgação Preparo de filé de pirarucu durante festival na região do Tapará em Santarém  — Foto: Agência Santarém/Divulgação

Preparo de filé de pirarucu durante festival na região do Tapará em Santarém — Foto: Agência Santarém/Divulgação

"Nós vamos ter uma chamada pública para a Merenda Escolar em novembro, que vai entrar em vigor em 2020. Então essa Reunião de Trabalho vai direcionar os procedimentos necessários, para que esse produto faça parte do cardápio a partir do ano que vem", ressaltou a secretária da Semed Mara Belo.

A coordenadora da Divisão de Atendimento ao Educado (DAE) da Semed Vanda Maia destacou que para a construção da pauta dos itens que integram o chamamento público ou a licitação, é fundamental que se identifique a vocação local agrícola, o que é produzido e o período de sazonalidade. Informações construídas para que os nutricionistas elaborem a pauta, que posteriormente será lançada na chamada pública. "É o ponto principal da construção visando a chamada pública", afirmou.

Reunião com moradores da região do Tapará para tratar sobre inserção de pirarucu na merenda escolar de Santarém — Foto: Agência Santarém/Divulgação Reunião com moradores da região do Tapará para tratar sobre inserção de pirarucu na merenda escolar de Santarém — Foto: Agência Santarém/Divulgação

Reunião com moradores da região do Tapará para tratar sobre inserção de pirarucu na merenda escolar de Santarém — Foto: Agência Santarém/Divulgação

Uma vez inserido ao cardápio da merenda escolar vai substituir as proteínas que atualmente são encaminhadas as escolas por meio dos produtos enlatados. Desta forma, estão sendo encaminhados os procedimentos para que seja criada uma cooperativa que represente o beneficiamento do pirarucu.

O projeto de inserção do pirarucu ao cardápio da merenda escolar envolve cinco comunidades: Tapará Grande, Santa Maria do Tapará, Costa do Tapará, Tapará Mirim e Pixuna do Tapará.

A população dessas comunidades é de aproximadamente 300 famílias, sendo em média 1.500 moradores. Todas as comunidades cultivam a pesca do Pirarucu, por meio de um sistema natural de manejo.

De acordo com uma das lideranças comunitárias, Juvenal de Sousa, somente a comunidade de Tapará Mirim, tem capacidade de abater 1.500 pirarucus adultos, o que corresponde a cerca de 7 toneladas anual do produto. No entanto, a proposta dos comunitários é comercializar menos de 50%, ou seja, aproximadamente 3 toneladas.

 

 

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