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Baterista Paulo P.A. Pagni, do RPM, é velado em Araçariguama

Músico morreu aos 61 anos, na manhã de sábado 22 , por insuficiência respiratória e broncopneumonia. P.A. estava internado em hospital de Salto SP com complicações respiratórias desde 14 de maio.

 
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O baterista Paulo P.A. Pagni, da banda RPM, está sendo velado na manhã deste domingo (23) em Araçariguama (SP), cidade onde morava. O músico morreu na manhã de sábado (22) por insuficiência respiratória e broncopneumonia, segundo o Hospital São Camilo, em Salto (SP), onde P.A. estava internado desde 14 de maio.

O velório do músico é realizado na Rua Aparecida, 164, bairro Vila Nova. O enterro está previsto para as 12h deste domingo, no cemitério municipal. Pagni, baterista da banda RPM desde 1985, completou 61 anos no dia 1º de junho.

Morre aos 61 anos Paulo Antônio Pagni, músico e baterista do RPM

Morre aos 61 anos Paulo Antônio Pagni, músico e baterista do RPM

O baterista estava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Camilo desde 14 de maio. P.A. deu entrada na unidade com infecção pulmonar, apresentando dificuldade respiratória e recebendo ventilação por traqueostomia. Ele havia sido diagnosticado com fibrose pulmonar.

Homenagens

Banda RPM publicou nota sobre falecimento do músico Paulo Pagni — Foto: Facebook/Reprodução Banda RPM publicou nota sobre falecimento do músico Paulo Pagni — Foto: Facebook/Reprodução

Banda RPM publicou nota sobre falecimento do músico Paulo Pagni — Foto: Facebook/Reprodução

A banda RPM postou uma nota em seu perfil no Facebook lamentando a morte do músico. "Nosso querido amigo P.A resolveu definitivamente descansar de sua brava luta pela vida. Partiu hoje em decorrência do agravamento das suas condições respiratórias devido à forte pneumonia que o atingiu. Fomos pegos de surpresa e tomados pela tristeza quando soubemos de sua partida há pouco", publicou a banda.

Trajetória

Paulo Pagni, baterista da banda RPM, morreu no sábado (22) — Foto: Divulgação Paulo Pagni, baterista da banda RPM, morreu no sábado (22) — Foto: Divulgação

Paulo Pagni, baterista da banda RPM, morreu no sábado (22) — Foto: Divulgação

A morte do músico paulistano Paulo Antônio Figueiredo Pagni (1º de junho de 1958 – 22 de junho de 2019), o baterista conhecido como P.A. e eternizado na formação clássica do grupo RPM, faz lembrar como o sucesso no universo pop às vezes acontece pelo que pode ser chamado de acaso ou destino.

P.A. nem aparece na capa do primeiro álbum do RPM, "Revoluções por Minuto", lançado em 1985. É que P.A. gravou o disco como músico convidado do grupo para suprir a lacuna aberta com a saída de Charles Gavin – este, sim, o músico recrutado para ser baterista do RPM.

Só que Gavin preferiu assumir as baquetas do grupo Titãs e saiu do RPM. Paulo P..A. Pagni foi arregimentado em janeiro de 1985, gravou o álbum de estreia do RPM, foi oficializado na sequência como baterista do grupo e entrou para a história do pop nacional.

P.A. viveu toda a fase de egolatria do RPM, alçado à condição de fenômeno pop do Brasil em 1986, com o vocalista Paulo Ricardo celebrizado como o símbolo sexual do país. O grupo RPM fazia um tecnopop que surfava na onda do som sintetizado da década de 1980. A marcação da bateria de P.A. nem sempre ficava evidenciada nos discos, mas o músico era respeitado como baterista.

A reboque do RPM, P.A. foi do céu reservado aos grande vendedores de discos ao inferno das brigas provocadas cotidianamente quando o sucesso infla os egos.

P.A. não integrou todas as formações do RPM. Saiu da banda em 1987, voltou em 1988, permaneceu até a ruptura de 1989 e, nos anos 1990, foi substituído por Marquinhos Costa na tentativa frustrada de ressuscitar a banda com Paulo Ricardo em 1993. Mas, além de ter estado ao lado de Paulo Ricardo no grupo PR-5, esteve reintegrado ao grupo nas voltas de 2001, 2007 e no bem-sucedido retorno de 2011.

Deste ano em diante, o grupo sempre esteve em cena com P.A. na bateria. Paulo Ricardo saiu e brigou na Justiça pelos direitos do nome RPM. Na briga, P.A. ficou ao lado do guitarrista Fernando Deluqui, do tecladista Luiz Schiavon e do novo vocalista Dioy Pallone.

Com a morte de P.A., o RPM nunca mais poderá reeditar a formação clássica dos anos 1980, década em que Paulo Pagni também embarcou na egolatria provocada pela exposição desmedida do grupo.

Passada essa fase de turbulência, P.A. também acalmou, sendo reconhecido no meio musical como um cara educado e querido por todos.

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