Mundo

Mundo

Fechar
PUBLICIDADE

Mundo

Em crise migratória, EUA congelam parte da ajuda financeira a países da América Central

Governo norte-americano mantém financiamento já aprovado anteriormente, mas não permitirá novos fundos enquanto países não reduzirem fluxo de migrantes.

 
 -   /
/ /

O governo dos Estados Unidos não vai permitir novos fundos de ajuda financeira a El Salvador, Guatemala e Honduras enquanto esses países não tomarem medidas para reduzir o fluxo de migrantes rumo ao território norte-americano.

A medida divulgada nesta terça-feira (21) representa versão mais suavizada da intenção de cortar mais de US$ 615 milhões da ajuda aos países da América Central. Agora, o governo dos EUA decidiu manter o financiamento de US$ 432 milhões, montante aprovado no orçamento de 2017.

Esse dinheiro é destinado a programas de saúde, educação e redução da pobreza nos três países centro-americanos afetados pela crise migratória, além de planos de combate à violência.

Migrantes hondurenhos caminham por estrada em Esquipulas, na Guatemala, em direção aos Estados Unidos, na quarta-feira (16) — Foto: Reuters/Jorge Cabrera Migrantes hondurenhos caminham por estrada em Esquipulas, na Guatemala, em direção aos Estados Unidos, na quarta-feira (16) — Foto: Reuters/Jorge Cabrera

Migrantes hondurenhos caminham por estrada em Esquipulas, na Guatemala, em direção aos Estados Unidos, na quarta-feira (16) — Foto: Reuters/Jorge Cabrera

Segundo funcionários do governo norte-americano, a decisão ocorreu porque as autoridades dos Estados Unidos concluíram que vários dos projetos de melhoria na América Central já estão em fase avançada de implementação.

Ainda assim, a porta-voz do departamento de Estado, Morgan Ortagus, insistiu que os países devem adotar medidas para interromper as caravanas de migrantes que atravessam o México rumo aos EUA.

"[A decisão] está em linha com a direção dada pelo presidente e com o reconhecimento de que é fundamental que haja vontade política nesses países para atacar o problema pela raiz", disse.

Pressão sobre o México

Soldados da Guarda Nacional do México em Tapachula, cidade próxima à fronteira com a Guatemala — Foto: Jose Torres/Arquivo/Reuters Soldados da Guarda Nacional do México em Tapachula, cidade próxima à fronteira com a Guatemala — Foto: Jose Torres/Arquivo/Reuters

Soldados da Guarda Nacional do México em Tapachula, cidade próxima à fronteira com a Guatemala — Foto: Jose Torres/Arquivo/Reuters

O aumento no número de requerentes de asilo na fronteira dos Estados Unidos com o México levou o presidente norte-americano, Donald Trump, a ameaçar o governo vizinho com sobretaxas a importações a partir de junho, caso os mexicanos não tomassem medidas para conter o fluxo.

Pressionado, o México conseguiu firmar um acordo com a Casa Branca e Trump desistiu – temporariamente – da aplicação das tarifas. O governo mexicano, inclusive, anunciou o envio de um efetivo militar para reforço na fronteira com a Guatemala, um dos países de onde saem parte dos migrantes rumo aos EUA.

  • Migrantes temem voltar ao país de origem

Além disso, o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, anunciou na semana passada a venda de um avião presidencial para ajudar a financiar o plano contra a imigração ilegal.

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE