Agroindústria

Agroindústria

Fechar
PUBLICIDADE

Atualidades

Capitalização pode não trazer rentabilidade esperada para a aposentadoria

Segundo programa “USP Analisa” sobre reforma da Previdência aborda exemplo de transição de regime de financiamento adotado no Chile

 
download do áudio Muitas dúvidas ainda cercam as mudanças propostas na reforma do sistema previdenciário brasileiro. Para discutir e esclarecer algumas dessas questões, o USP Analisa apresenta nesta semana o segundo programa sobre a reforma da Previdência. Participam do debate o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, Luís Eduardo Afonso, e o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, Amaury Patrick Gremaud. 

Um dos temas abordados será a transição de um sistema de repartição, ou seja, em que os trabalhadores da ativa financiam as aposentadorias, para um sistema de capitalização, no qual cada trabalhador tem uma espécie de poupança individual. Gremaud cita o exemplo do Chile, que era conhecido como um caso positivo de transição, em que inicialmente a rentabilidade dos fundos prometia gerar uma boa aposentadoria para as pessoas. 

“Previdência é tempo e no regime de capitalização são 20, 30 anos, dependendo do sistema. A promessa que se tem de capitalizações de 7%, 8%, 10% em cima dos patrimônios é claramente inverídica porque você não sustenta taxa de juros de 20, 30 anos, nem em um país como o nosso, em que as taxas de juros são altas. É preciso tomar muito cuidado com promessas que se faz a partir de regimes de capitalização porque, depois de algum tempo, essas promessas não são tão verdadeiras”, explica. 

Comparando o Brasil a outros países, Afonso afirma que não existe uma fórmula para reformas previdenciárias capaz de resolver todos os problemas. “O que a gente tem são exemplos de mudanças, experiências com mais ou menos êxito em diferentes países, diferentes iniciativas, mas que atacam várias faces desse mesmo problema. A questão da Previdência, dado o envelhecimento, tem se colocado para todos os países do mundo, o Brasil não é exceção, nós não estamos sozinhos. A diferença do Brasil para outros países é que essas nações tiveram a capacidade de implantar reformas previdenciárias. A gente fez algumas no passado, mas não na magnitude que era esperada e essa conta vem sendo cobrada hoje.” 

O USP Analisa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto.

jQuery(document).ready(function($) { $.post('https://jornal.usp.br/wp-admin/admin-ajax.php', {action: 'wpt_view_count', id: '252179'}); });

 

 

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE