Mundo

Mundo

Fechar
PUBLICIDADE

Mundo

Moldávia anuncia transferência de embaixada em Israel para Jerusalém

Medida foi tomada diante de crise entre grupos favoráveis ao Ocidente e partidos pró-Rússia.

 
 -   /
/ /

O governo da Moldávia anunciou nesta terça-feira (11) que vai transferir a sede da embaixada do país em Israel para Jerusalém. Atualmente, a representação desse país, que é uma ex-república da União Soviética, fica em Tel Aviv.

"Faz parte de um comprometimento nosso para apoiar os nossos aliados que não vinha sendo cumprido", afirmou o primeiro-ministro e presidente interino da Moldávia, Pavel Filip, no Twitter.

Com a medida, o governo moldavo tenta se aproximar dos Estados Unidos. O governo de Donald Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel em 2017. No ano seguinte, transferiu para lá a sede da embaixada norte-americana.

Além da mudança da sede da embaixada, o governo moldavo anunciou um acordo para autorizar a construção da embaixada dos Estados Unidos na Moldávia.

Crise na Moldávia

Presidente da Moldávia em exercício, Pavel Filip, dissolve Parlamento e convoca eleições — Foto: Valentyn Ogirenko/Reuters Presidente da Moldávia em exercício, Pavel Filip, dissolve Parlamento e convoca eleições — Foto: Valentyn Ogirenko/Reuters

Presidente da Moldávia em exercício, Pavel Filip, dissolve Parlamento e convoca eleições — Foto: Valentyn Ogirenko/Reuters

A decisão tem a ver com o colapso político vivido pela Moldávia, em que partidos pró-União Europeia e pró-Rússia disputam o poder. O próprio primeiro-ministro Pavel Filip, alinhado com o Ocidente, reconheceu que a medida foi tomada diante da crise.

"Nós precisamos tomar urgentemente essas decisões levando em conta a instabilidade política e incerteza no país", afirmou o primeiro-ministro Filip, em comunicado.

A divisão entre pró-Rússia e pró-União Europeia se acentuou após as eleições de fevereiro. O pleito terminou sem definir qual dos grupos conseguiu a maioria necessária para governar o país.

O presidente da Moldávia, Igor Dodon – opositor de Filip e alinhado com a Rússia – recusou-se a dissolver o Parlamento diante da crise. Assim, a Corte Constitucional do país retirou dele os poderes e abriu caminho para que o premiê convocasse novas eleições.

Foto de dezembro e 2017 mostra o presidente da Rússia, Vladimir Putin (esq.), com o presidente suspenso da Moldávia, Igor Dodon  — Foto:  Alexey DRUZHININ / SPUTNIK / AFP Foto de dezembro e 2017 mostra o presidente da Rússia, Vladimir Putin (esq.), com o presidente suspenso da Moldávia, Igor Dodon  — Foto:  Alexey DRUZHININ / SPUTNIK / AFP

Foto de dezembro e 2017 mostra o presidente da Rússia, Vladimir Putin (esq.), com o presidente suspenso da Moldávia, Igor Dodon — Foto: Alexey DRUZHININ / SPUTNIK / AFP

Considerando as duas medidas anunciadas nesta terça-feira – mudança da embaixada moldava em Israel e construção da representação norte-americana na Moldávia – o governo de Filip admitiu que as decisões foram tomadas diante da crise política.

"Um dos partidos que tem constantemente bloqueado esses dois projetos está tentando uma tomada ilegal do poder", disse Filip, em nota.

"Esses são dois compromissos que nós queremos assegurar que serão respeitados, independentemente do que ocorra depois das novas eleições", concluiu.

Pequena nação de 3,3 milhões de habitantes situada entre a Ucrânia e a Romênia, a Moldávia luta para sair de sucessivas crises políticas e se vê, com frequência, afetada por escândalos político-financeiros, como a descoberta, em 2016, de que um total de US$ 1 bilhão (15% de seu PIB) desapareceu de três bancos do país.

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE