Cidades

Cidades

Fechar
PUBLICIDADE

Cidades

Conselheira tutelar é homenageada em Belém após resgatar criança em situação de maus-tratos

O menino que foi resgatado tem 10 anos e era obrigado pelo pai a trabalhar vendendo pupunhas todos os dias em sinais de trânsito, na Avenida Doca de Souza Franco.

 
 -   /
/ /

A Conselheira Tutelar Odilene Kerscher, de 44 anos recebeu um prêmio no último sábado (8), em Belém, após resgatar uma criança que estava sofrendo maus-tratos pelo pai. O menino de 10 anos era obrigado pelo pai a trabalhar vendendo pupunhas todos os dias em sinais de trânsito, na Avenida Doca de Souza Franco. Odilene foi homenageada com o Troféu Imprensa, por sua atuação no caso da criança.

O caso aconteceu no dia 5 de maio, quando a conselheira recebeu uma requisição com um pedido de uma mãe que buscava pelo filho. A conselheira lembra que foram repassadas apenas poucas informações sobre o menino. A mãe estava à procura do filho há três anos, quando o ex-marido saiu de casa levando a criança.

“A gente tinha apenas o nome da criança e a informação de que ele corria risco de vida. Como o pai mudava muito de endereço, a mãe não sabia onde ele morava, não sabia sequer se ele estava vivo", lembra.

O menino foi encontrado através do cadastro que ele tinha de uma escola onde havia estudado. Foi assim que o menino foi encontrado. Ao encontrar o menino, Odilene se deparou com uma criança desnutrida e muito triste. A criança era obrigada pelo pai a trabalhar vendendo pupunhas todos os dias. O tempo que permanecia no local variava, mas a meta diária de vendas, estipulada pelo pai era de R$150,00 dias de semana e R$200,00 aos finais de semana, o que fazia o pequeno permanecer por horas e horas nas ruas.

Após o resgate da casa do pai, o menino foi levado para a casa de acolhimento da prefeitura de Ananindeua, cujo endereço não é divulgado para preservar a segurança das crianças onde passou por uma ressocialização. Dias depois o menino foi entregue a mãe. Emocionada a conselheira conta sobre esse encontro e o desfecho de uma história que só está começando.

"Foi um dia muito bonito. Ele chorou muito e só dizia 'Mãe, não me deixa mais' e ela repetia o mesmo. Ali, eu vi que todo o trabalho da equipe valeu a pena", disse a conselheira.

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE