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EUA suspendem todos os voos para Venezuela

Governo norte-americano alega questões de segurança.

 
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O governo dos Estados Unidos suspendeu na quarta-feira (15) todos os serviços aéreos, de passageiros e cargas, para a Venezuela, alegando questões de segurança.

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A decisão foi adotada de acordo com os departamentos de Estado e de Segurança Interna, após a conclusão de que "as condições na Venezuela ameaçam a segurança de passageiros, aeronaves e tripulações que viajam para ou a partir daquele país", segundo o departamento de Transportes.

Reação de Maduro

"Onde está, senhor (Donald) Trump, a liberdade que você apregoa? Toma esta decisão por ódio, por vingança, por despeito, e prejudica o cidadão comum, especialmente da classe média", reagiu Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, em mensagem na TV. "Mas sua política golpista está fracassando", afirmou.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, participa de marcha acompanhado do ministro da Defesa general Vladimir Padrino Lopez (esquerda) e pelo Comandante de Operações Estratégicas, Remigio Ceballos. Imagem de 2 de maio  — Foto: Jhonn Zerpa / Miraflores Assessoria de Imprensa via AP Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, participa de marcha acompanhado do ministro da Defesa general Vladimir Padrino Lopez (esquerda) e pelo Comandante de Operações Estratégicas, Remigio Ceballos. Imagem de 2 de maio  — Foto: Jhonn Zerpa / Miraflores Assessoria de Imprensa via AP

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, participa de marcha acompanhado do ministro da Defesa general Vladimir Padrino Lopez (esquerda) e pelo Comandante de Operações Estratégicas, Remigio Ceballos. Imagem de 2 de maio — Foto: Jhonn Zerpa / Miraflores Assessoria de Imprensa via AP

A lei federal americana autoriza o governo a adotar medidas imediatas para suspender o direito das empresas aéreas, incluindo estrangeiras, de prestar serviços comerciais entre EUA e outros países por motivos de segurança.

A ordem enumera vários fatores, entre eles distúrbios civis e violência em torno dos aeroportos, e a impossibilidade da Administração de Segurança dos Transportes (TSA) de ter acesso aos terminais aéreos venezuelanos para realizar as avaliações necessárias.

O departamento assinala ainda a atual crise econômica e política na Venezuela e "o risco de ações do regime de Maduro contra americanos e interesses dos EUA na Venezuela".

Empresas já haviam tomado decisões semelhantes

As autoridades informaram que a decisão também foi baseada no cancelamento dos voos da American Airlines para a Venezuela, assim como nas decisões do departamento de Estado e da Administração Federal de Aviação (FAA).

A American Airlines decidiu no final de março suspender indefinidamente seus voos para e a partir da Venezuela.

As americanas United Airlines e Delta e a colombiana Avianca já haviam paralisado suas atividades na Venezuela em 2017. Um ano antes, a alemã Lufthansa e a americana Dynamic também interromperam os voos.

Air Canada, Aeroméxico, Alitalia, Tiara e Gol pararam de operar na Venezuela entre 2014 e 2015.

Em 9 de abril, o departamento de Estado revalidou seu alerta para viagens à Venezuela, situando o país no nível máximo ("Não viajar"), devido "à criminalidade, distúrbios, serviços de saúde deficientes, sequestros e prisões arbitrárias".

A FFA, que regula a aviação civil nos EUA, notificou em 1º de maio os operadores e pilotos de aviões certificados pelos EUA a não sobrevoar a Venezuela a menos de 26 mil pés (7.900 metros), também por razões de segurança.

Os Estados Unidos anunciaram em 14 de março a retirada de todo o seu pessoal diplomático da Venezuela.

 

 

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