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Jornal diz que EUA estudam envio de 120 mil soldados ao Oriente Médio devido a tensões com o Irã; Trump nega

Informação sobre um possível envio foi divulgada nesta terça 14 pelo jornal ''The New York Times''. Para americanos, os iranianos preparam forças aliadas para provocar militarmente os EUA.

 
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O presidente Donald Trump negou a informação divulgada nesta terça (14) pelo jornal "The New York Times" de que haja um plano americano de enviar até 120 mil soldados ao Oriente Médio para combater o Irã.

"Eu acho que é fake news, ok? Eu faria isso? Com certeza. Mas nós não planejamos nada. Espero que não tenhamos que planejar algo assim. E, se enviássemos, mandaríamos muito mais tropas do que isso", afirmou Trump.

Segundo a informação do NYT, o secretário interino de Defesa dos Estados Unidos apresentou a Trump um plano para enviar as tropas.

Patrick Shanahan, o secretário, esteve presente em uma reunião com os principais assessores de segurança na última quinta-feira (9), na qual foram discutidas as opções de resposta a um eventual ataque iraniano a forças norte-americanas ou a uma aceleração do desenvolvimento de armas nucleares.

A estratégia dos EUA para lidar com o Irã durante o governo Trump tem sido a de aplicar sanções econômicas. Isso pode mudar, de acordo com a reportagem do jornal.

Relatórios recentes dos serviços de inteligência indicam que o Irã tem fortalecido suas forças aliadas (grupos armados que não são, formalmente, o exército do país) e as prepara para atacar americanos na região.

Esses documentos são recentes –apareceram na tarde do dia 3 de maio. No dia 5, os EUA anunciaram que enviaram porta-aviões e outros equipamentos militares para a região do Golfo Persa.

Para norte-americanos, foi o Irã que mudou

Trump e subsecretário de Defesa Patrick Shanahan, em imagem de arquivo de abril — Foto: AP Photo/Evan Vucci Trump e subsecretário de Defesa Patrick Shanahan, em imagem de arquivo de abril — Foto: AP Photo/Evan Vucci

Trump e subsecretário de Defesa Patrick Shanahan, em imagem de arquivo de abril — Foto: AP Photo/Evan Vucci

Os EUA não sabem por que o Irã teria fortalecido seus aliados. Os norte-americanos consideram que as sanções econômicas estavam funcionando bem, melhor que o esperado.

A tensão no Golfo Pérsico aumentou desde que Washington anunciou em abril o fim das isenções que tinha concedido a oito nações ou territórios para que seguissem comprando petróleo do Irã.

Como consequência, as autoridades iranianas ameaçaram bloquear o estratégico Estreito de Ormuz, que atravessa grande parte do petróleo mundial, se as sanções impostas pelos EUA, após se retirar do acordo nuclear de 2015, impedir suas exportações de petróleo, vitais para a economia do país.

Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita informaram que embarcações comerciais foram sabotadas nos arredores do Estreito de Ormuz, que separa os países árabes do Irã.

Em abril, a Guarda Revolucionária foi declarada uma organização terrorista. O exército americano era contra essa classificação, por temer represálias.

Ainda que parte significativa dos novos relatórios parecem estar centrados na prontidão iraniana de suas forças aliadas, os oficiais acreditam que um conflito seria disparado por um ato de provocação que partiria da marinha da Guarda Revolucionária.

Trump disse, na segunda (13), que se se os iranianos tentarem qualquer coisa, seria um erro grave.

Dentro do governo dos EUA, há divergências sobre como reagir ao Irã. Parte das autoridades considera que as ameaças iranianas se tornaram muito perigosas. Outros pedem uma saída diplomática para as tensões.

Não há plano para invasão terrestre – para isso, seriam necessários muito mais soldados, de acordo com as fontes ouvidas pelo jornal.

 

 

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